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14 de mai de 2015

Palavra do Presidente 10 de maio, dia do policial civil e não temos nada a comemorar.

Palavra do Presidente


Nesse último domingo, dia 10 de maio, dia em que deveria servir de reflexão para todos os guardiões da Segurança Pública e da salva guarda da tranquilidade da população mineira, a comunidade das cores preta e branca foi surpreendida com mais um ataque brutal de colegas policiais militares, contra um investigador de polícia de Belo Horizonte, que se encontrava em visita a parentes no dia das mães, na cidade de Teófilo Otoni. Isso não pode ser tratado como um fato isolado, se voltarmos uma breve memória, em que novamente Policiais Civis são humilhados e agredidos em sua dignidade profissional e integridade física, quando da abordagem de seus colegas Policiais Militares.
Em Malacacheta, em setembro do ano passado, outro investigador foi executado por Policiais Militares, com 6 tiros, praticamente a queima roupa, quando este se encontrava desarmado, envolvido em uma ocorrência de vias de fato com vizinhos, também Policiais Militares. Provando que não se trata de fatos isolados, a cerca de um mês, uma policial civil e seu marido foram abordados e alvejados por três Policiais Militares a paisana, na porta de sua casa, o marido da policial não resistindo aos ferimentos, sendo eles, oito disparos pelas costas, veio a falecer, a policial precisou ser hospitalizada, dado o seu estado de saúde também fragilizado, em razão das lesões causadas pelos tiros.
Também não são poucas as abordagens de espancamento providos, sempre na maioria das vezes, por militares a seus “colegas” Policiais Civis; foi assim em 2007, no Mega Space, contra o delegado de homicídios de Santa Luzia/MG; foi assim no Pátio Savassi, em 2009, onde o investigador, filha e esposa foram atingidos por estilhaços de disparo de arma de fogo, após mais uma abordagem de Policiais Militares. Sempre em todos esses casos os Policiais Civis e testemunhas arroladas denunciam que, formalmente se identificaram como policiais e autoridades, mas mesmo assim, foram repelidos brutal e gravemente. Que integração é essa? Que respeitabilidade é essa? Que polícia cidadã é essa? Se a um policial dispensam esse tratamento, que dirá ao cidadão comum, ou até mesmo um delinquente eventual, que “de cabeça quente” possa praticar algo impensado. Isso precisa mudar!
Nesse dia 10 de maio, dia do Policial Civil, as autoridades governamentais e as chefias precisam refletir sobre uma séria mudança no modelo de condução das polícias, bem como, uma reorganização e reorientação por uma nova política Estadual, e porque não dizer nacional de Segurança Pública. A mera disputa de espaços institucionais, para ocupar cargos de poder, funções e prerrogativas de destaque midiático e de holofotes, não pode jamais substituir a busca necessária da força pública, garantir segurança, paz, ordem e tranquilidade para a população. É no mínimo surreal que uma força de quase 50 mil homens, que hoje compõem a Polícia Militar, com todo apoio governamental, queria ignorar, pressionar e sucumbir o importante papel exercido pelos apenas 9 mil Policiais Civis, que de forma abnegada e resistente, superando os desafios do sucateamento, precárias condições de trabalho e buscam garantir ao cidadão e a necessitada população mineira a devida apuração daqueles delitos que não foram prevenidos pela policia militar preventiva e ostensiva, e, muito além disso, ainda garantam qualidade  na promoção de serviços essenciais ao exercício da cidadania, como: a expedição da carteira de identidade com a identificação civil e criminal de todos os mineiros; a expedição de habilitação - CNH, com a fiscalização da formação de condutores, bem como, a regulação e licenciamento de toda a frota automotiva do Estado através do Detran, e ainda, o serviço de necropsia, medicina legal e das pericias criminais e de acidentes de trânsito. Tudo isso, sem esquecer do relevante serviço prestado ao acolhimento e repressão qualificada as parcelas mais vulneráveis da sociedade quando são vitimizadas pela violência (delegacias de proteção ao idoso; delegacias de mulheres; delegacias de proteção à criança e adolescente; delegacias de meio ambiente; dentre outras). É importante que o governo, sociedade e demais autoridades constituídas revejam a forma com que as abordagens policiais e a atuação dos serviços desenvolvidos hoje nas ruas pela PMMG, tenham alcançado nível de letalidade, no mínimo questionáveis, mormente nos casos em que resultam em conflito com Policiais Civis e outras forças de segurança.  Toda e qualquer forma de abuso deve ser contida e equacionada de forma exemplar, para o bem das instituições e da sociedade.

Denilson Martins
Presidente do Sindicato da Polícia Civil de Minas Gerais – Sindpol/MG
FONTE:http://www.sindpolmg.org.br/pagina/4236#.VVUuY-NdW0Y

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