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14 de abr de 2015

Sindpol/MG na luta pelo adicional de risco de contágio e de periculosidade.


O Sindpol/MG tem lutado, junto ao Governo do Estado, para que os operadores de Segurança Pública recebam o adicional de risco de contágio e de periculosidade  em suas carreiras, o que já é previsto na LOPC 129/2013. Os servidores da Polícia Civil do Estado de São Paulo já contam com esse adicional (veja aqui). O presidente do Sindpol/MG Denilson Martins tem realizado articulações e pedidos junto a Administração Superior nesse sentido, para que os operadores de Segurança Pública recebam os 40% de risco de contágio e de periculosidade.
O exemplo dos riscos que os servidores da Segurança Pública estão expostos diariamente é a matéria publicada pelo portal G1 nessa segunda-feira (13/04), em que um preso mordeu e arrancou parte da orelha de um carcereiro em uma delegacia na região central de São Paulo, no último domingo (12/04). De acordo com policiais civis ouvidos pelo G1, um travesti atacou o agente de segurança quando era transferido de uma cela para outra na carceragem do 2ª Distrito Policial (DP), no bairro do Bom Retiro.
Fotos da vítima ferida e do agressor, que não tiveram os nomes divulgados, circulam no Facebook e WhatsApp. Três imagens compartilhadas nas redes sociais mostram: o carcereiro sem a parte superior da orelha direita; a orelha arrancada num copo; e o preso detido por policiais.
A equipe de reportagem apurou que o travesti havia sido preso em flagrante por policiais militares por suspeita de agredir uma idosa em um prédio na região da Bela Vista. Segundo os agentes, o travesti discutia com um transexual em um apartamento. Uma vizinha ficou incomodada e foi reclamar do barulho. Houve discussão e a mulher foi agredida pelo travesti.
Segundo policiais, o travesti foi detido e levado ao 78º DP, Jardins, onde teria sido indiciado por tentativa de assassinato. Os agentes ainda relataram que, dentro da delegacia, ele tentou agredir os PMs que fizeram sua prisão. Em seguida, ele foi levado à carceragem do 2ºDP, no Bom Retiro, onde atacou o carcereiro após mudança de cela.
Quando mordeu a orelha do agente de segurança, o preso ficou com a parte que arrancou dentro da boca e só liberou depois de cerca uma hora, disseram os agentes.
Por agredir o carcereiro, o travesti irá responder também por lesão corporal grave.
O carcereiro foi levado ao Hospital das Clínicas, onde passaria por cirurgia. Os colegas dele levaram à unidade médica o que sobrou da orelha, para saber se seria possível um reimplante.
G1 procurou a Secretaria da Segurança Pública para comentar o assunto, mas a pasta não havia respondido aos questionamentos até a publicação desta matéria.
“Por tudo isso é que exigimos o adicional de risco de contágio e periculosidade de 40 % para todos os operadores de Segurança Pública, pelo fato de estarmos expostos a esses tipos de incidentes e contaminações por agentes patológicos”, comentou Denilson Martins.
Fonte: G1

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