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31 de ago de 2014

CAOS:Após interdição, IML funciona temporariamente em funerária da cidade.




O posto do Instituto Médico-Legal (IML) de Sete Lagoas, na região Central de Minas, está funcionando provisoriamente em uma funerária da cidade. A mudança ocorre desde o início do mês, quando o prédio oficial, dentro do Cemitério Santa Helena, no bairro Semig, foi interditado pela Vigilância Sanitária Municipal.
 “O imóvel precisava ser ampliado, a rede de esgoto não é apropriada e precisaria ser feita uma nova, mas dentro do cemitério não havia como”, explicou o secretário de Saúde de Sete Lagoas, Breno Avelar Simões.
Há cerca de dois anos, agentes da Vigilância Sanitária repassaram os problemas do posto ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). A inspeção da vigilância, realizada em 8 de agosto, confirmou que as falhas apontadas anteriormente não haviam sido sanadas, o que levou à interdição definitiva do local. O órgão então aprovou, em caráter provisório, o funcionamento dos serviços em uma funerária no bairro Jardim Arizona, contratada pela Polícia Civil.
Novo posto
Após a interdição, a corporação informou que o antigo IML não será mais utilizado. “A prefeitura cedeu um edifício deles, próximo ao antigo posto. As fundações e as paredes já estão construídas, faltam agora as adequações internas do prédio, para as quais já enviamos, na semana passada, o projeto arquitetônico. O documento será avaliado pela Vigilância Sanitária, que nos garantiu uma resposta nos próximos dias”, contou o legista André Lorenzon, da Superintendência Técnico-Científica da Polícia Civil. “Acredito que a nova sede deverá estar pronta em no máximo dois ou três meses”.
A Secretaria Municipal de Saúde informou que após o projeto ser aprovado caberá decisão, em parceria com a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), sobre quem deverá arcar com as obras. “As duas esferas têm condições de fazer a obra, só precisamos definir quem ficará responsável, mas estamos atuando em parceria com o governo para resolver o problema o mais rápido possível”, assegurou Breno Simões.
Em nota, a secretaria municipal analisou que o antigo IML “encontrava-se funcionando em local inadequado, sem tratamento de efluentes, sem abrigos de resíduos, sem condições de processamento de artigos”.
Outros casos no Estado
Problemas em postos do Instituto Médico-Legal (IML) – que tem 63 unidades no interior de Minas Gerais, segundo a Polícia Civil – não são exclusividade de Sete Lagoas. Os casos mais recorrentes são de reclamações de mau cheiro e suspeitas de contaminação.
Em maio deste ano, o MPMG começou a investigar denúncias de que o IML de Governador Valadares, no Vale do Rio Doce, estaria despejando restos de corpos no rio Doce, com base em denúncia de vizinhos. “Ninguém quer morar do lado do IML. Há o problema do cheiro, que só pode ser remediado com uma tecnologia cara, e os recursos são prioritariamente destinados à manutenção”, explica Frederico Jardim, chefe dos peritos legais do interior de Minas Gerais.
O IML de Belo Horizonte foi reformado por determinação do MPMG, ao custo de R$ 2 milhões. Salas de necropsia foram vedadas, e foram instalados fluxo de ar negativo e aparelhos de ar-condicionado.
Modernização é promessa
Para tentar minimizar os desconfortos causados a vizinhos dos IMLs, como o mau cheiro, a Polícia Civil promete construir novos Postos de Perícia Integrados (PPI). Essas unidades, mais modernas, já são construídas com tecnologia que veda as paredes.

As estruturas já são padronizadas, sem a necessidade de adequações que os prédios antigos precisariam”, diz o legista André Lorenzon. Em Minas, ao menos cinco PPIs estão em funcionamento. Uberaba deve inaugurar um posto ainda neste ano.

Fonte: O Tempo

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