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18 de fev de 2014

MG:Estado põe mais polícia na rua e agiliza investigações.


O governo de Minas reagiu diante do crescimento dos índices de criminalidade no Estado e anunciou na última terça-feira (17) um pacote de medidas com intuito de frear a violência e aumentar a sensação de segurança da população. As principais são o destacamento de mais 963 policiais militares nas ruas e a implantação de uma segunda Central de Flagrantes em Belo Horizonte, na região Leste (a atual funciona na Noroeste).
Entre os investimentos divulgados pelo governador Antonio Anastasia está a criação de três batalhões. Dois deles, chamados Batalhões Metrópole, entram em operação amanhã. Estes serão compostos por cerca de 800 policiais – mas têm potencial para chegar a 1.200 – que até hoje cumpriam funções administrativas. Os militares vão reforçar o quadro nas ruas de Belo Horizonte e região metropolitana (RMBH), que hoje contam com aproximadamente 7 mil policiais.
Outro batalhão, o Acadêmico, terá 163 cadetes alunos do curso de formação de oficiais. Eles vão atuar diariamente em atividades ostensivas. “As atenções do efetivo estão voltadas à repressão e prevenção de homicídios, crimes contra o patrimônio e roubos. Mas estamos mais focados na sensação de segurança do que em estatísticas”, afirmou o secretário de Estado de Defesa Social, Rômulo Ferraz.
A promessa é de aumento, até o fim do ano, do efetivo das forças de segurança em todo o Estado em 7.500 homens (hoje é de cerca de 40 mil).
Ação na ponta
O incremento é visto com bons olhos por especialistas como Robson Sávio Reis Souza, membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e coordenador do Núcleo de Estudos Sociopolíticos (Nesp), da PUC Minas.
“Polícia boa é a que age na ponta. Um grave problema nas polícias é que há pessoas bem preparadas atuando em funções burocráticas, que poderiam ser feitas por outros servidores”, avaliou Robson Sávio.
Os Batalhões Metrópole não terão sede física e os locais de atuação ainda serão definidos. Uma questão a se observar é se o efetivo será reforçado em áreas de maior incidência de crimes. O receio do sociólogo Dário de Sousa e Silva, pesquisador da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), é que seja uma medida política superficial, e não efetiva.
“Deve haver mais policiamento nas periferias do que em áreas turísticas, que acabem criando apenas uma falsa sensação de segurança”, disse.
Delegacia Virtual funcionará em abril
Uma iniciativa cujo objetivo é esvaziar as delegacias, evitar que os cidadãos passem longo tempo para registrar ocorrências e ainda liberar os agentes para as investigações é a criação da Delegacia Virtual da Polícia Civil, que entra em operação em abril. A previsão é a de que ela absorva eletronicamente 24% dos atendimentos feitos atualmente pela corporação.
Num primeiro momento, serão registradas, via computador, tablet ou celular, apenas ocorrências de trânsito sem vítimas. Até o fim do ano, serão agregados outros atendimentos a crimes de menor poder ofensivo, como extravio de documentos e objetos, danos, comunicação de pessoa desaparecida.
O novo sistema promete reduzir o tempo do registro de ocorrências de seis para duas horas, em média. Ele já funciona de forma piloto na Central de Flagrantes (Ceflan), e implantado ainda nas delegacias de plantão do Barreiro e de Venda Nova, na Delegacia de Mulheres de BH, na Coordenação de Operações Policiais do Detran, no Centro Integrado de Atendimento ao Adolescente Autor de Ato Infracional (Cia/BH) e no Juizado Especial.
Para o especialista em segurança pública Robson Sávio Reis Souza, a tecnologia é sempre um suporte interessante, porém, não é suficiente para incrementar os trabalhos das polícias. Segundo ele, é preciso haver servidores bem preparados nas corporações e que saibam fazer bons diagnósticos.
“A atual burocracia nas instituições do Estado dificulta a produtividade. É preciso desburocratizá-las e dar transparência a elas”, afirmou. Robson Sávio lembra que o registro virtual de pequenos delitos já é realizado em outros estados, medida que surte bons resultados e estimula a participação do cidadão.
Fonte: Hoje em Dia
 

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