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24 de fev de 2014

Após dez meses, sem sucesso, delegacia sofrerá mudanças.


Dez meses após o início de seu funcionamento, a Central de Flagrantes da Polícia Civil (Ceflan), no bairro Floresta, na região Leste de Belo Horizonte, vai passar por reformulações. As mudanças começam a ser adotadas depois da constatação do próprio comando da corporação de que o modelo adotado não tem gerado a agilidade esperada e acabou criando outros problemas, como a exaustão dos cidadãos, que precisam esperar cerca de seis horas pela conclusão do boletim de ocorrência, e a subutilização dos militares, que acabam abandonando o patrulhamento das ruas.
A meta é que o atendimento dure em média duas horas e que as medidas comecem a surtir efeito em até 30 dias. A primeira alteração foi a volta à ativa do delegado Hamilton Figueiredo, em janeiro, após oito meses de aposentadoria. Ele é o novo coordenador da Ceflan e responsável por conduzir as mudanças, que devem ser concretizadas em resoluções a serem publicadas nos próximos dias.
A grande aposta é que os delegados da unidade se limitem a registrar o flagrante, deixando a investigação dos crimes a cargo das delegacias responsáveis pela área onde aconteceu a ocorrência. Hoje, independentemente do dia e do horário, ocorrências em que o bandido for preso em flagrante, devem ser encaminhadas à Ceflan. Além de registrar o crime e a prisão, o delegado fica responsável pela apuração do caso. Assim, a equipe deve não só cuidar dos flagrantes do dia seguinte, mas ainda tem que se dedicar ao caso do dia anterior, com, por exemplo, oitiva de testemunhas.
“Dessa forma, as equipes ficam sabendo quem são os criminosos que atuam na região dela. E os delegados da Ceflan podem se dedicar aos flagrantes”, justificou o delegado Hamilton Figueiredo.
Ajuda. Outra ação é a transferência de inquéritos para delegacias especializadas, como a Anti-Drogas e de Crimes contra o Patrimônio, que também vão ajudar nas investigações de casos menores. As delegacias vão passar a receber ocorrências envolvendo valores a partir de 20 salários mínimos e não mais cem salários, como é feito atualmente.
Além disso, será criada uma nova central de flagrantes, na região Noroeste de Belo Horizonte – ela atenderá ocorrências também do Barreiro e da região Sul da cidade. Com isso, a unidade do Floresta ficará responsável pelas regiões Leste e Venda Nova, além do centro da capital.
A ideia, segundo Hamilton Figueiredo, é acabar com o desestímulo da população na hora do registro de ocorrência. “Todo mundo trabalhando com os resultados dos flagrantes (registrados nas Ceflans) vai agilizar o trabalho, sem ficar pesado pra ninguém. Nosso objetivo é mandar a Polícia Militar de volta para a rua e não deixar que o crime fique subnotificado por falta de incentivo ao registro do boletim de ocorrência”, destacou.
Informação. Um painel para que o cidadão acompanhe a ocorrência foi instalado há dez dias na Ceflan e está em fase de adaptação. Por hora, ele só mostra em que estágio está o atendimento, mas ainda não faz estatísticas do tempo de espera, o objetivo maior da novidade.
Unidades
ServidoresO efetivo das Uniflans – unidades de flagrantes menores, hoje em funcionamento em Venda Nova e no Barreiro – será incorporado à nova central de flagrantes, da região Noroeste da capital.

Outros serviços. Durante o horário de expediente normal – de 8h30 às 18h30 – a Central de Flagrantes da Polícia Civil continuará registrando boletins de ocorrências simples, mas a prioridade será a condução dos flagrantes. Nos plantões – das 18h30 às 8h30, durante os fins de semana e feriados –, o delegado da unidade também poderá expedir mandados de prisão.

Efetivo. A necessidade de reforço no efetivo da central, em uma tentativa de agilizar o atendimento, será avaliada pela coordenação da unidade, mas apenas após a implantação das mudanças anunciadas. Muitas vezes, quando funcionários estão de férias ou de licença, a unidade trabalha com equipe reduzida.

Monitoramento. Câmeras de vigilância para capturar áudio e vídeo foram instaladas na Ceflan do bairro Floresta. A intenção é dar transparência ao trabalho dos servidores e apurar denúncias de policiais que estariam ‘enrolando’ no serviço e casos de maus-tratos de vítimas e bandidos.

Fonte: O Tempo

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