SEGURANÇA PÚBLICA

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20 de mai de 2013

PALAVRA DO PRESIDENTE!!




Palavra do Presidente

Um fato que chamou atenção de todos que participaram da virada cultural em São Paulo foi o furto da carteira do Senador Eduardo Suplicy do PT. O ocorrido ganhou uma repercussão ainda maior, em razão da iniciativa da cantora Daniela Mercury, que chamou o Político para o palco e fez um apelo aos “afanões” para que devolvessem pelo menos os documentos do parlamentar apelo atendido imediatamente.

O Fato grave se não fosse trágico chegaria a ser cômico, mas reserva em si algumas reflexões que devemos pontuar: Primeiro, é a “socialização” da violência, ela realmente chega a todas as classes econômicas e sociais; depois, nem os políticos, que na verdade têm a primazia de modernizar e adequar o arcabouço Jurídico pátrio à realidade da população, estão livres do flagelo da violência e da criminalidade, vide os graves fatos ocorridos recentemente com a filha do Vice Governador de São Paulo e atual Ministro da microempresa, Guilherme Afif Domingues, que reagiu a uma tentativa de sequestro e teve seu carro alvejado por tiros, sorte ser o veículo blindado. Fato também grave e semelhante foi a tentativa de roubo e invasão de sua residência, sofrida pelo Deputado Estadual de Minas Gerais Duílio Genari; ocorrida no mês passado, quando a autoridade Parlamentar saiá de manhã de sua casa em Sete Lagoas para ir ao trabalho.

Em todos esses casos não se observou a solução dos mesmos por parte das Polícias tanto na prevenção quanto na apuração, o que traria para a população que fica atônita com a veiculação dessas notícias, uma sensação de segurança e confiança no estado.

No caso do Senador, por exemplo, a iniciativa veio do apelo de um artista, que absurdamente sub-rogou e substituiu o Estado dando pronto atendimento e providência na demanda de um cidadão, vítima que por um acaso era um Senador da República, absolutamente surreal.

Não obstante o relevante alcance social e cultural e econômico apurado em mais uma edição, a virada cultural de São Paulo, teve um saldo negativo de duas mortes, vários “arrastões” ( furtos e roubos qualificados) dezenas de feridos e várias prisões. A prefeitura reclamou da falta de planejamento e escassez de efetivo por parte da Polícia Militar. Essa por sua vez, através de seu comando disse ter feito o usual possível. Esse conflito de responsabilidades na verdade não resolve a vida do cidadão paulistano e por que não dizer do Brasil, destacando o cosmo populismo da capital paulista que abriga turistas do país e também de várias partes do mundo. No mundo contemporâneo e globalizado de hoje, não se pode mais admitir que para se realizar um evento cultural e/ou social de grande alcance e proporção, não se assente antes, Autoridades Municipais, Estaduais e Federais através de suas agências deliberem e planejem o evento, sob seus mais variados aspectos considerando seus reflexos e impactos, mormente sob ponto de vista da segurança, do transporte e mobilidade, vigilância sanitária, risco e socorrismo, impacto ambiental e de vizinhança. Bem como retorno social, cultural e econômico, “empurrar com a barriga” a responsabilidade da ineficiência e desintegração não resolve o problema e nem evita a repetição das falhas nos próximos. Será que o exemplo da tragédia de Santa Maria no RS, cujas chamas ainda ardem nas mentes e nos corações do povo brasileiro, não foi o bastante? A segurança em eventos públicos não é dever apenas das forças Policiais, ou órgãos do poder Público é na verdade um compromisso de todos, mas sem planejamento eficiente e profissionalizado, é melhor até o que o evento não aconteça.

Denílson Martins é Presidente do SINDPOL/MG Pós-Graduado em Criminologia e Conselheiro Nacional de Segurança Pública.

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