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10 de mar de 2013

EM JOAO MONLEVADE - Mulheres no comando da segurança.


Atualmente, 18 mulheres atuam na Polícia Civil, em João Monlevade. No Dia Internacional da Mulher, comemorado hoje, elas falam sobre o trabalho
Adriana, Viviane, Lorraine, Maria Célia, Cláudia, Carla, Joyce, Patrícia, Tatiane,  Adriana e Edna integram a equipe feminina da Polícia Civil de Monlevade (Foto: Fernanda Oliveira)
Adriana, Viviane, Lorraine, Maria Célia, Cláudia, Carla, Joyce, Patrícia, Tatiane, Adriana e Edna integram a equipe feminina da Polícia Civil de Monlevade (Foto: Fernanda Oliveira)
Elas arrumam o cabelo, dão uma última olhadinha no espelho e conferem a maquiagem antes de posar para a foto. As 11 mulheres da fotografia fazem parte de um grupo maior composto por 18 mulheres policiais civis que atuam em Monlevade. Elas são unânimes ao afirmar que não há diferença entre homens e mulheres dentro da Polícia Civil. Nem mesmo a força física é um problema já que, independentemente do sexo, os testes físicos são os mesmos para quem deseja entrar para a corporação. A Educação Física, inclusive, é realizada em conjunto. 
Entre as 18 policiais civis, Cláudia Araújo, Carla Araújo e Patrícia Moreira ocupam o cargo de escrivã; Margareth Leão, Cristiane Sales e Karina Alves são peritas criminais; Maria Helena dos Santos é identificadora; Maria Célia Rocha, Adriana Peixoto, Tatiane Melo, Eliana Freitas, Lorraine Rodrigues, Viviane Lara, Edna Pinto e Adriana Soares são investigadoras e Karimann Cristine Marques Rodrigues, Camila Batista Alves e Joyce Carlos da Motta Figueira são delegadas. 
Viviane Lara, 26, é investigadora e está na Polícia Civil há quase três anos. Ela conta que ser policial e trabalhar com investigação sempre foi seu sonho. Ela garante que não tem privilégios dentro da corporação pelo fato de ser mulher e que não existe diferença entre no tratamento recebido. Segundo ela, nem mesmo na hora de lidar com criminosos o fato de ser mulher atrapalha. “Tudo depende da maneira como a policial se impõe. Alguns vêm uma mulher e tentam ‘folgar’, mas eu nunca tive esse problema”, garantiu. 
Patrícia Moreira, 39, é escrivã e já está na polícia há 16 anos. Ela conta que entrou para a Civil por acaso, ficou sabendo do concurso, se inscreveu e passou. A escrivã lembra que, por diversas vezes, foi questionada a respeito da profissão. “Tem hora que ninguém acredita que sou policial”, disse Patrícia. 
Questionadas sobre como é ser uma policial, elas se uniram e formularam a resposta em conjunto. “Policiais civis são bem instruídas, bem resolvidas e solucionam todos os problemas sem descer do salto”, disseram. 
A delegada Joyce, atual responsável pela 4ª Delegacia Regional de Polícia Civil de João Monlevade fala sobre a atuação das mulheres na polícia. Ela conta que trabalhar com o efetivo feminino é muito satisfatório, pois o comprometimento delas com o trabalho é grande e notório. “As policiais não sofrem discriminação como no passado. Hoje são mais valorizadas, tratadas com mais respeito e têm as mesmas oportunidades de ascensão que os policiais, como nunca se viu na história da Polícia Civil”, comentou. Ela lembra ainda que as mulheres ainda são minoria, já que os homens predominam nos cargos de chefia. “Aos poucos vamos vencendo esta barreira e eu sou prova viva desta força feminina na Polícia Civil. Fui a primeira delegada de mulheres bem como a primeira delegada regional nesta cidade”, afirmou. 
Joyce ressaltou que as policiais civis de Monlevade são polivalentes, mães, estudantes e apaixonadas pela polícia, e que só assim conseguem cumprir exito-samente o seu trabalho. “Temos dado a nossa contribuição à sociedade e, em contra-partida, não poderia deixar de agradecer ao nosso Governo Estadual, a nossa chefia, por ter nos proporcionado a oportunidade de vivenciar esta mudança na cultura policial. Aproveito a oportunidade para parabenizar a todas as mulheres, em especial às policiais, pelo Dia Internacional da Mulher e transcrever sábias palavras do ex-presidente Tancredo Neves que me acompanham há muitos anos. “A mulher só será realmente emancipada quando tiver as mesmas oportunidades dos homens. Elas devem participar das decisões nacionais e da administração pública, com sua inteligência e seu discernimento político em plena igualdade e sua presença não pode ser vista como um acontecimento insólito”, disse a delegada.

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