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12 de mar de 2013

AGENTE PENITENCIÁRIO DA POLICIA CIVIL: notícia do jornal do comércio do dia 05.03.2013 A Secretaria de Administração informou que não há previsão de AUMENTO no quadro de agentes.



Guarita de enfeite em presídio
Segundo Sindicato dos Agentes Penitenciários, só 45% dos postos de policiamento das unidades estão ativados no Estado
Da Redação

Depois de oito detentos fugirem por um buraco na muralha e sob uma guarita da Penitenciária Professor Barreto Campelo, em Itamaracá,Grande Recife, na última sexta-feira, a precariedade do sistema de vigilância nos presídios de Pernambuco tornou-se ainda mais evidente, ontem, com dados divulgados pelo Sindicato dos Agentes e Servidores no Sistema Penitenciário do Estado de Pernambuco (Sindasp-PE). A partir de documentos elaborados pela Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos e Secretaria Executiva de Ressocialização, a entidade revela que só 45% dos postos de policiamento das unidades prisionais estão ativados. Nas 18 unidades prisionais que constam no relatório, apenas 60 das 132 guaritas têm guardas. O dado é alarmante se também for levada em consideração a fuga em massa no Presídio Frei Damião de Bozzano, parte do Complexo Prisional do Curado, antigo Aníbal Bruno, no fim de janeiro.
Para o presidente do Sindasp, Nivaldo de Oliveira Júnior, o esvaziamento é consequência direta da falta de efetivo adequado. "Fugas e rebeliões acontecem porque não temos sido satisfatoriamente inseridos nas políticas de segurança pública. Não há interesse político em transformar esse grave problema social. O problema é generalizado. Não existe isoladamente no Aníbal ou na Barreto Campelo. Estamos com um déficit de, pelo menos, 5 mil agentes em Pernambuco", informou.



A Secretaria de Administração informou que não há previsão de incremento no quadro de agentes e que o planejamento de uma possível renovação ou ampliação no efetivo que atua nas cadeias só vai ser debatido em abril.

Enquanto isso, as guaritas de enfeite facilitam um hábito corriqueiro denunciado pelos moradores do entorno do Complexo Aníbal Bruno. "Ficam jogando droga por cima do muro e isso não é segredo para ninguém. A gente convive com a falta de segurança todo o tempo. Tenho uma filha de 15 anos com traumas psicológicos por causa dos tiros que são disparados de vez em quando e ninguém sabe o porquê. Quando ela escuta um barulho alto, pensa que é fuga de bandido", revelou o comerciante José Augusto dos Santos, 35 anos.

Engrossando o coro, a dona de casa Ecy Almeida denunciou: "A polícia só aparece quando tem fuga e rebelião". "Nesses casos, passa camburão da polícia o tempo todo. Mas, na maior parte do ano, corremos constantemente o risco de virar reféns", disse ela. Atualmente, há 16 presos para cada agente penitenciário, quando o número ideal seria de cinco detentos para cada servidor.

No dia 19 de fevereiro, os 2.800 agentes aprovados no último concurso público foram à Praça do Derby reivindicar o direito de assumir os cargos até junho, como determina o edital. A outra polêmica foi o veto da presidente Dilma Rousseff ao Projeto de Lei Complementar que expandiria o direito de agentes portar legalmente uma arma fora do ambiente de trabalho. Longe desse ringue legislativo e administrativo, os oito foragidos do presídio Barreto Campelo permanecem soltos.
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FONTE:
http://www.interjornal.com.br/noticia.kmf?canal=117&cod=19893819

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