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15 de fev de 2013

SC:Polícia ouve detentos vítimas de maus-tratos em Joinville, no Norte.


Do G1 SC, com informações da RBS TV

A Polícia Civil ouviu nesta quinta-feira (14) o depoimento de seis detentos envolvidos no caso de suspeita de maus-tratos no presídio de Joinville, no Norte de Santa Catarina. O delegado responsável pelo caso, Fábio Estuqui, também ouviu agentes penitenciários e ouvirá mais detentos até o final da investigação. A conclusão do inquérito deve ser prorrogada por mais um mês.
Em 2 de fevereiro, um vídeo divulgadono Jornal do Almoço mostrava presos sem roupas e ajoelhados e dez agentes penitenciários vestidos de preto. Já com os homens no chão, tiros com balas de borracha foram disparados contra os presos. Também foram usadas bombas de efeito moral e alguns detentos são arrastados para fora do pátio. No mesmo dia, o Departamento de Administração Prisional (Deap) enviou nota informando que os agentes haviam sido afastados e que a Corregedoria da entidade estava investigando o caso.
De acordo com o delegado, "a gente está tentando individualizar a conduta, para ver quem fez cada ação. Os agentes penitenciários estão colaborando, estão se identificando. As imagens já foram assistidas por mim duas vezes para identificar onde ocorreram os abusos". Ele também disse que, nesta quinta (14), ouviu aqueles identificados como feridos e mais detentos prestarão depoimento ao longo do inquérito.
Na investigação já constam os exames de corpo de delito, que confirmam as agressões aos seis detentos. Um deles deve passar por novos exames porque podem ter sido provocadas lesões permanentes.
Sobre as agressões, o delegado afirmou que "esse tiro na perna, que foi à queima roupa, o fabricante não recomenda esse tipo de ação, é um ato abusivo. Lançamento de gás de pimenta enquanto as pessoas estavam sentadas de costas também não justifica. A princípio, seria já abuso de autoridade e lesão corporal grave". Até o fim do inquérito, 17 agentes prisionais devem ser ouvidos. Com as informações repassadas por eles, o delegado espera identificar os responsáveis pela ação.
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