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28 de fev de 2013

Detento da Nelson Hungria denuncia espancamento e ameaça nova rebelião.



Ele afirma que novo motim "vai balançar os pavilhão tudo"

Do R7 MG com Record Minas | 28/02/2013 às 07h52
Record Minas
telhado
Detentos se reuniram no telhado e escreveram a palavra opressão no pátio
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Cerca de uma semana após o final de uma rebelião que durou 31 horas na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, um detento fez graves denúncias contra a administração do presídio. Em conversa com a equipe da TV Record por telefone, o preso, que está há 22 anos no local, afirmou que o acordo feito com a Secretaria de Estado de Defesa Social não vem sendo cumprido.
O presidiário informou que, embora a Seds confirme que as visitas de grávidas tenham sido normalizadas, as gestantes estariam sendo impedidas de entrar no presídio. Ele fez ainda graves denúncias de maus tratos.
— Nós "tão" sendo maltratado aqui, estão tratando a gente igual cachorro. O banho de sol foi cortado.
Segundo ele, há sessões de espancamento contra os detentos que participaram do motim recentemente. Ele ressaltou ainda que as armas usadas na rebelião da última semana estariam escondidas para serem utilizadas em um novo movimento, já marcado para a semana que vem. O detento afirma ainda que os agentes e até mesmo coordenadores são responsáveis por levar armas e drogas para dentro do presídio.
— Aqui dentro tá rolando muito dinheiro. Nós "tem" comprovante aí ó, de conta bancária, que foi depositado R$ 50 mil, R$ 12 mil pro safado de um coordenador.
Ele ainda contou para a reportagem que a nova rebelião "vai balançar os pavilhão todo, até o doze".
A Seds informou, por meio da assessoria de imprensa, que as visitas de gestantes estão normalizadas. Portanto, elas tem acesso livre aos pavilhões da mesma forma que acontecia antes das visitas passarem a ser realizadas em uma sala, com acompanhamento de assistente social. O órgão ainda esclareceu que, quanto às denúncias de agressões contra presos, a Corregedoria do Sistema Prisional está ouvindo todos os detentos.
Sobre o uso de celulares, a secretaria afirma que são realizadas vistorias diárias nas celas. A unidade conta com um aparelho que faz varredura, chamado body scan e está tentando adquirir um bloqueador de sinal de celular.
Rebelião
No motim encerrado na semana passada, os presidiários mantiveram uma professora e um agente penitenciário reféns. Eles reivindicavam a normalização de visitas de grávidas e crianças e revisão das penas, além de outros pontos. Com o final da rebelião, os presos foram transferidos para o pavilhão 2.
 


Funcionários teriam acobertado entrada de drogas em presídio, admite subsecretário

Segundo governo, penitenciária Nelson Hungria não corre risco de nova rebelião
Do R7 MG, com Record Minas | 28/02/2013 às 14h47
Record Minas
presos
Detento afirma que foram transferidos até R$ 50 mil para funcionários que levariam entorpecentes e armas
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Denúncias de maus tratos e novas ameaças de rebelião na penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na Grande BH, colocaram em atenção agentes do sistema prisional. Mesmo com a segurança reforçada desde a última sexta-feira (22), quando chegou ao fim um motim que durou 30 horas, a unidade de segurança máxima ainda guardaria entre seus muros armas, celulares e drogas.
Diante das informações de um preso que entrou em contato com a Record, o subsecretário de Administração Prisional de Minas Gerais, Murilo Andrade, rebate as acusações nesta quinta (28), mas admite que não está descartada a participação de agentes penitenciários na entrada de produtos ilegais.

— Não descartamos a hipótese de que funcionários estejam entrando com celulares e drogas no presídio, assim como visitantes. Inclusive, no domingo mesmo, prendemos uma senhora de 73 aos entrando com 200 gramas de cocaína na Nelson Hungria.
Ele nega que o acordo firmado com os presos esteja sendo descumprido e afirma que os detentos que se sentirem ameaçados devem denunciar a situação à corregedoria. Portanto, nega o risco de novo movimento.
— O próprio preso (que denuncia) coloca que não é consenso de todos que se faça alguma movimentação na Nelson Hungria. Alguns querem, outros não, até porque estamos fazendo tudo para beneficiar os presos. A princípio, o clima lá é tranquilo, mas nem por isso estamos abaixando a guarda. Tem que ficar atento, porque trabalhamos com pessoas que estão à margem da lei, mas é preciso manter a tranquilidade dentro da unidade prisional. Não descartamos nenhum tipo de problema e unidades estão atentas a qualquer movimentação interna.
Segundo ele, câmeras dentro da unidade coíbem atividades criminosas.
— Em todos os pátios, temos uma câmera que é monitorada dentro da unidade e remotamente em uma central no Estado de Minas Gerais. Me causa estranheza essa denúncia, mas iremos apurar também. Temos que dar nome às pessoas. Dão fatos isolados mas não citam quando aconteceu nem o nome do responsável. Gostaríamos que essas pessoas colocassem quem está fazendo isso.

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