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6 de out de 2012

Crescem 37% em MG reclamações contra polícias Militar e Civil.


Todos os dias, pelo menos oito pessoas registram reclamações na Ouvidoria de Polícia de Minas Gerais. Somente entre janeiro e agosto deste ano, 1.981 manifestações foram recebidas, o que representa um aumento de 37% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram contabilizadas 1.446. Apesar do crescimento apontar um maior uso do serviço por parte da população, o levantamento ainda é considerado pouco preciso.

“Infelizmente a atividade da Ouvidoria ainda é limitada porque ela não é independente. Está atrelada ao trabalho das corregedorias das corporações, não consegue apurar de forma autônoma e é ligada ao Estado”, afirmou o professor da PUC Minas e especialista em segurança pública, Robson Sávio. Esses aspectos podem interferir na decisão de uma pessoa por fazer ou não uma denúncia contra um policial ou unidade das corporações.

Dentre os que decidem registrar uma reclamação, a maioria se mostra descontente com o trabalho da Polícia Militar, que responde por 62,55% das manifestações. Já 35,22% se referem à Polícia Civil e 2,23% ao Corpo de Bombeiros.

“A demanda por serviços de segurança tem aumentado muito e temos um modelo em que as polícias trabalham no combate ao crime e não na defesa dos direitos. As reclamações são o reflexo dessa falha no foco da polícia”, explicou Sávio.

Insatisfações

No topo dos temas mais recorrentes registrados pela Ouvidoria de Polícia estão a prestação de serviços, a inobservância de lei, regulamento ou instrução e a solicitação e/ou falta de policiamento, que podem influenciar numa futura mudança no trabalho policial.

“É importante que as corporações sejam mais pró-ativas, mais próximas da população e atuem em atividades além da simples repressão a crimes. É isso que as pessoas querem dizer quando reclamam da prestação de serviços”, avaliou o especialista.

A reportagem do Hoje em Dia procurou as polícias Militar e Civil para falar sobre o aumento do número de reclamações na Ouvidoria. Mas as assessorias de ambas corporações não se manifestaram sobre o assunto até o fechamento desta edição.

FONTE:HOJE EM DIA.

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