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21 de dez de 2011

Polícia Civil de Minas é destaque em investigações e grandes operações Operação Maximum prende 29 que 'tocavam o terror' em Minas.


Vinte e três dos 29 suspeitos presos durante os dois meses da “Operação Maximum”, desencadeada pela Polícia Civil na Região Metropolitana e em Ouro Preto no combate contra o tráfico de drogas, assaltos, homicídios e porte ilegal de armas, foram apresentados nesta quarta-feira (14). Os suspeitos lotaram uma sala da Delegacia do Bairro São Benedito, em Santa Luzia.

Segundo o delegado Elias Oscar de Oliveira, no decorrer da operação foram cumpridos 44 mandados de busca e apreensão e 32 mandados de prisão. Ao todo, foram presos 27 homens, uma mulher e um adolescente de 16 anos suspeito de assaltos foi apreendido. O desfecho da operação ocorreu nesta manhã, quando a polícia realizou ações simultâneas nas cidades de Santa Luzia (2 presos), Nova Lima (6 homens e 1 mulher), Vespasiano (7 homens e um adolescente), Sabará (7 presos) e Ouro Preto (5 presos). Em Santa Luzia, a operação foi coordenada pelo delgado Daniel Guimarães (veja vídeo da operação abaixo). Um revólver calibre 38 foi apreendido com o adolescente, que foi encaminhado ao Juizado da Infância e Juventude.
Também foram aprendidas duas máscaras de monstros de borracha, que podem ter sido utilizadas durante assaltos. “Prendemos marginais que aterrorizava em várias cidades”, destacou Oliveira. Além da arma, os policiais apreenderam duas espadas de samurai, segundo o delegado, usadas para intimidar as pessoas. Os suspeitos não quiseram dar declarações.

Teófilo Otoni investiga 10ª morte por remédio manipulado
A Superintendência Regional de Saúde (SRS) em Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, recebeu a informação de que mais uma morte pode ter sido causada na região pelo medicamento Secnidazol. Este é o décimo óbito investigado desde o último fim de semana.
Nesta quarta-feira (14), o bioquímico Ricardo Luiz Portilho, proprietário da farmácia de manipulação onde foi produzido o Secnidazol adulterado, prestou esclarecimentos à delegada Herta Coimbra, responsável pelo caso. Todo o teor do depoimento não foi divulgado, mas ele disse que não descarta a possibilidade de ter havido “sabotagem” na manipulação da substância.
Nesta quarta, pela manhã, foi feita uma nova busca na Fórmula Pharma, em Teófilo Otoni. No local, foram apreendidos vários medicamentos, entre eles psicotrópicos, que a empresa não teria autorização para manipular. “Vamos analisar todo o material. Se isso for confirmado, configura tráfico de drogas”, diz a delegada Herta Coimbra.

O número de mortos na região pode aumentar, segundo informou o chefe da SRS, Ivan Santana. Ele conta que somente em Novo Cruzeiro, onde três pessoas morreram, foram distribuídas 60 cápsulas. “Hoje (quarta-feira) estão faltando de 40 a 50 cápsulas, e temos que rastrear, saber com quem estão”.
Além da suspeita de manipulação proibida, a delegada surpreendeu-se, nesta quarta-feira, com a produção em larga escala de outros medicamentos e com a existência de um cartaz no qual a farmácia informa que produz Nexium (Esomeprazol) de 40 mg, com 28 cápsulas, por apenas R$ 99,80, quando no mercado ele custa R$ 216,55. “Não se pode denegrir um produto para vender outro. A lei proíbe isso”, diz Herta.

Na vistoria feita nesta quarta, foram apreendidos três computadores e um livro de produção de Secnidazol, com o cadastro de clientes, com data, endereço e quantidade de cápsulas fornecidas. Segundo a delegada, a listagem vincula o nome dos mortos ao medicamento.

Portilho chegou à delegacia no início desta tarde, acompanhado por uma advogada e uma farmacêutica da Fórmula Pharma. O depoimento foi a portas fechadas. A advogada Cleide Carvalho disse que o bioquímico está bastante debilitado e sem condições de falar sobre o assunto.

Por determinação da Secretaria de Estado de Saúde, as farmácias de manipulação de Teófilo Otoni e toda a região passarão por um pente fino. Segundo Ivan Santana, pílulas de Secnidazol entregues pelas famílias das vítimas foram enviadas à Fundação Ezequiel Dias (Funed), em Belo Horizonte, mas ainda não há um laudo conclusivo. A suspeita é de que houve troca do princípio ativo contra vermes e problemas ginecológicos por um de controle da pressão.

Três presos por morte de advogada
A Polícia Civil de Ouro Preto, na Região Central do Estado, prendeu, nesta quarta-feira (14), três suspeitos do assassinato da advogada Rita Inês Ribeiro, de 56 anos, e do corretor de imóveis Fabiano Barros Soares, de 33.

Segundo a polícia, a mulher teria deixado uma carta com o nome de quatro pessoas que a estariam ameaçando. Os suspeitos seriam dois policiais militares – o capitão A.C. e o sargento G.B. – e um morador de Cachoeira do Campo, distrito de Ouro Preto. Os nomes não foram confirmados oficialmente. Até o início, o quarto suspeito ainda não havia sido localizado. Os três estão detidos na delegacia do município.

A Polícia Civil investiga o duplo assassinato como execuções sumárias por vingança. A advogada teria vendido, de forma ilegal, terrenos que já estavam ocupados por outros compradores. A polícia está investigando denúncias de que Rita Inês teria recebido ameaças de morte após a suposta venda desses terrenos para inúmeras pessoas no município. A mulher teria gravado um vídeo com informações sobre as ameaças e o enviado para o Ministério Público local, que não informou se já examinou o conteúdo do documentário.

Os corpos foram encontrados às 14 horas de terça-feira (13), dentro de um quarto de uma casa que a advogada possuia no Condomínio Dom Bosco. Eles só foram descobertos porque um vizinho, conhecido de Rita Inês, desconfiou do desaparecimento dela e do corretor, que estavam sumidos desde sábado (10). Ao se aproximar da residência e sentir mau cheiro, ela entrou no local e encontrou a advogada e o corretor mortos.

Os corpos de Rita Inês Ribeiro e Fabiano Barros Soares foram sepultados nesta quarta-feira (14), em horários diferentes, no Cemitério Parque da Saudade, nessa cidade, depois de liberados após exames de necropsia.

Peritos da Criminalística que estiveram na casa da advogada constataram que a mulher e o corretor foram mortos com apenas um tiro disparado de curta distância na nuca, não sendo encontrado nenhum outro ferimento nos corpos. O corpo do corretor foi encontrado sobre uma cama de casal, no quarto da advogada, enquanto o de Rita Inês estava no chão, entre a cama e a porta.

Um testemunha, que já foi ouvida em cartório, contou para a polícia que viu a advogada discutindo com um estranho, perto da casa dela, no dia do crime.

Fonte: Jornal Hoje Em Dia, 15 de dezembro de 2011 - Caderno Minas, pág. 19

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