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25 de dez de 2011

Para reeducar, preso tem que ser tratado como preso, e não como "coitadinho".


Lenda. Conto de fada. É isso mesmo. Mais de 95% da sociedade não aceita empregar pessoas com passagens pela Polícia, principalmente ex-presidiário que  já respondeu processo em crimes de roubo ou furto. Pior ainda é quando o homem recebe a pecha de ladrão. Ai as coisas para ele se complicam ainda mais. Para a maioria, não é apenas discriminação, mas sim medo de conviver lado a lado com quem já viveu empunhando uma arma de fogo. Para todos os entrevistados, a ressocialização só existe mesmo no papel e na propaganda dos governantes.  Para a maioria,  preso tem que ser tratado como preso e a pena tem que ser um castigo pelo crime que ele cometeu, e não um mar de rosas cercado de muita mordomia
Donos e funcionários de algumas empresas entrevistados pela reportagem do Portal de Notícias 24 Horas News não gostam nem de tocar no assunto, quando mais empregar um ex-bandido, que para a maioria continua sendo ladrão apenas a espera de uma oportunidade, não para mudar de vida, mas para roubar outra vez.
“Eu nem sabia que um ex-empregado meu já havia sido preso. Dei o emprego para ele, mesmo sem saber, e ele me provou que foi e continuava sendo um bandido. Foram dois assaltos seguidos. No terceiro a Polícia prendeu os bandidos e o meu empregado como chefe da quadrilha. Era ele  quem  dava as dicas de quando tinha dinheiro nos caixas e no cofre”, contou um empresário.
“O preso tem que aprender que ele está preso para pagar a pena por um crime que cometeu, e não para usufruir das mordomias que hoje usufruem dentro dos presídios. Inclusive a liberdade para eles é tanta, que eles fazem encomenda e comandam organizações criminosas pelo telefone, Telefones  que entram nos presídios como entram armas drogas e bebidas. Assim o crime compensa para ele. Isso porque eles são tratados como reeducandos, e não como presos. E por isso, só por isso eles nunca vão entender nada. E por isso que as sociedade não aceita empregar preso por que não tem confianças de que eles criaram vergonha e viraram honestos”, desabafou um comerciante.
Dois ex-presidiários ouvidos pela reportagem falaram a mesma coisa que os empresários. Para eles, o preso precisa mesmo ser tratado como preso, e não como um bebê chorão que vira evangélico para ganhar a liberdade mais cedo.
Não dá para ser diferente.  Ninguém liga para pobre, principalmente para preto.  Hoje eu ganho a vida fazendo assalto. Aliás, desde os 14 anos que eu faço isso”, Palavras do jovem P.S., P.S., de 23 anos, preso duas  vezes em crime de roubo depois que completou 18 anos em 2006.
 O jovem que fala como ex-bandido assume que sua profissão é ladrão e garante que a propaganda de que presídio reeduca para quando o preso sair da prisão é pura  balela e propaganda enganosa.

“Mentira. Quando a gente sai da prisão e vai procurar emprego só encontra portas fechadas, muita discriminação e humilhação e mais nada. Ninguém emprega bandido. Quem sabe se os presos cumprissem suas penas como presos, e não como coitadinhos eles  criariam vergonha na cara por sua própria vontade e não pela pecha de reenducando”, concorda.
O mesmo ex-presidiário foi taxativo na questão discriminação e medo: “Quando a gente não fala que já se envolveu com a Polícia e o patrão descobre as coisas são ainda piores. A demissão vem na hora e ainda é acompanhada de um recado: não passa nem na frente de minha empresa”, revela o ex-bandido.

Um segundo ex-bandido entrevistado foi bem curto, mas taxativo: “Eu estou pagando para que alguém me mostro um bandido que entrou e saiu da cadeia como pessoa honesta. Não conheço nenhum nos últimos dez anos em que estou no mundo do crime. Só deixam de rouba, furtar e traficar drogas quem não é realmente bandido. Ou seja, ou é inocente e entrou de gaiato numa parada”, esclarece.

FONTE:José Ribamar Trindade
Especial para o 24 Horas News.

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