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5 de dez de 2011

"Maníaco do Cachoeirinha" é indiciado por homicídio duplamente qualificado, estupro e furto.

Anderson Cleiton Elariedy ficou conhecido como o "maníaco do Cachoeirinha", ele confessou ter matado a estudante no dia 22, mas negou o estupro

Foi concluído e entregue ao Ministério Público nesta segunda-feira (5) o inquérito da morte da estudante Ludmila Fernanda Almeida Marques, de 18 anos, vítima do “maníaco do Cachoeirinha”, no último dia 22 de novembro. O frentista Anderson Cleiton Elariedy, 19 anos, que confessou ter matado a estudante foi indiciado por homicídio duplamente qualificado, estupro e furto - já que ele roubou o celular da vítima. Caso seja condenado com as penas máximas ele pode receber uma sentença de 44 anos de prisão. O corpo da vítima foi encontrado em uma casa fechada ao lado de um posto de combustíveis no bairro Cachoeirinha, na região Nordeste. O corpo da vítima foi encontrado com 20 marcas de perfurações supostamente feitas por uma chave de fenda.

Nesta segunda-feira (5) uma adolescente de 16 anos, que também teria sido vítima do maníaco, foi ouvida na Delegacia de Homicídios. “Aceleramos a conclusão do inquérito e acredito que nos próximos dias o Ministério Público já tenha decidido se vai apresentar a denúncia, após avaliarem o inquérito e os indícios que colhemos durante nossa apuração”, disse o delegado Hugo Arruda - que está a frente do caso e pediu pela manutenção da prisão do frentista. O "maníaco do Cachoeirinha" foi ouvido duas vezes, em uma delas ele confessou ter matado a estudante, mas negou que tenha estuprado a jovem.

A adolescente de 16 anos contou que foi agredida por Elariedy em 2010, em sua casa no bairro Alto Vera Cruz, na região Leste da capital. Na época, a jovem tinha 15 anos e contou que Anderson se apresentou na casa dela como montador de móveis. “Ela contou que estava sozinha na hora do ataque e que ele a amarrou com os fios de um aparelho de DVD e do mouse do computador”, contou o delegado Arruda. Após o abuso sexual, o homem ainda fez um corte no pescoço da adolescente com uma faca. “Ele quis amedrontar a garota ainda mais, disse que se ela contasse a alguém sobre o que tinha acontecido ele iria terminar de passar a faca no pescoço dela”, acrescentou o delegado.

Perfil. A mãe do “maníaco do Cachoeirinha” mora no entorno da casa da adolescente e, segundo o delegado, a garota faz o perfil do tipo de vítima abordada pelo frentista. “Normalmente são adolescentes menores de idade ou recém chegadas à maioridade. A maioria das mulheres é morena. Elas são abordadas em locais ermos e em horários que facilitam a ação dele, ou tarde da noite ou muito cedo pela manhã e em final de semana”, analisou o delegado. Para o delegado Hugo Arruda, do Departamento de Investigações da Delegacia de Homicídios, Anderson Cleiton Elariedy é frio, bem-articulado e inteligente. "Ele se aproveitava das mulheres por ser um homem alto e sempre falava que estava armado para auxiliar na coação às vítimas", disse.

O depoimento da jovem, bem como o de seis outras mulheres que denunciaram terem sido vítimas do maníaco serão encaminhados ainda nesta semana para a Delegacia de Defesa da Mulher, conforme o delegado Arruda. “Acredito que outras vítimas aparecerão. Muitas ficam com medo ou vergonha de oferecerem denúncia, mas é provável que com a conclusão do inquérito e com os depoimentos dessas mulheres, outras procurem a delegacia para denunciar a agressão”, disse o delegado.

O material genético de Anderson Cleiton Elariedy foi colhido e pode ajudar a desvendar outros homicídios que ainda não tiveram o autor identificado. “Vamos apurar a morte de mulheres que foram abusadas sexualmente e que podem terem sido vítimas do Anderson. Para isso, usaremos o DNA dele para confrontar com o material colhido nos corpos dessas mulheres”, explicou o delegado Hugo Arruda. O frentista deve ser julgado por um júri popular no 2º Tribunal do Júri, segundo o delegado Hugo Arruda. Ainda não há data marcada para o julgamento.

Ação. Imagens feitas por câmeras de uma loja mostram o momento em que ele entra em uma casa acompanhado da estudante Ludmila Fernanda Almeida Marques, morta brutalmente no último dia 22. O imóvel é de propriedade do dono do posto onde o suspeito trabalhava. Veja as imagens:

FONTE: O TEMPO.

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