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21 de dez de 2011

CASO BRUNO.

Bruno Fernandes sorri ao entrar no carro da polícia, após o depoimento no Deosp
CRISTIANO TRAD
Bruno Fernandes sorri ao entrar no carro da polícia, após o depoimento no Deosp
Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, preso no mês passado por chefiar o tráfico de drogas na favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, deve ser chamado para depor pela Polícia Civil mineira no inquérito que investiga uma suposta ameaça de morte por parte do goleiro Bruno Fernandes, 27, e do ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, 45, contra a juíza Marixa Rodrigues, o delegado Edson Moreira e outras três pessoas. O chefe da Delegacia Especializada de Repressão às Organizaçãoes Crimosas (Deroc), Islande Batista, informou que Nem teria sido procurado por Bola para planejar o assassinato dos alvos. "Provavelmente pediremos precatória para ouvir o Nem na prisão", afirmou Batista. O traficante carioca está preso em Campo Grande (MS), em um presídio de segurança máxima.

Em depoimento ontem no Divisão Especializada de Operações Especiais (Deoesp), na capital, Bruno negou o envolvimento no planejamento dos assassinatos, de acordo com o advogado dele, Francisco Simim. "Não tem cabimento essa denúncia de ameaça de morte. O Bruno nem conhecia o Bola, só veio a conhecê-lo durante o processo e não tem qualquer contato com ele", ressaltou o defensor do goleiro.


O jogador e Bola estão presos e são acusado na Justiça do desaparecimento e morte de Eliza Samudio, ex-namorada de Bruno. Outras seis pessoas, entre elas a ex-mulher do goleiro, Dayanne Rodrigues, também são réus no processo.


A denúncia do suposto plano de morte foi feita em abril deste ano, pelo presidiário Jaílson Alves de Oliveira, quando estava preso na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na região metropolitana, mesmo local rm que Bola. De acordo com ele, o ex-policial teria relatado a intenção de cometer os assassinatos. No entanto, a investigação sobre as ameaças de morte teve início há 30 dias pela polícia.


De acordo com o chefe da Deroc, se ficar comprovada a denúncia, Bruno e Bola poderão responder pelo crime de ameaça de morte, e a pena varia de um a dois anos de detenção. Porém, Batista informou ainda que não há, além do depoimento do detento Jaílson, qualquer outro indício que confirme a denúncia.


O depoimento do goleiro durou cerca de uma hora e meia e, logo em seguida, o acusado foi transferido novamente para a Penitenciária Nelson Hungria.

FlashBola também será ouvido no Deoesp sobre o plano de ameaças de morte. Ainda não há data para depoimento
Advogado de Bruno entra com novo habeas corpus no Supremo
O advogado Francisco Simim entrou, anteontem, no Supremo Tribunal Federal (STF) com mais um pedido de habeas corpus para o goleiro Bruno Fernandes. Em 20 de outubro, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou o pedido de liberdade por unanimidade. Os ministros consideraram que o jogador é de "alta periculosidade". O ministro relator do processo, Sebastião Reis, disse que o crime ultrapassa os limites da crueldade.

Simim alega que Bruno tem o direito constitucional de aguardar o julgamento em liberdade. Porém, ele não sabe quando o habeas corpus será julgado. O goleiro e mais três acusados vão a júri popular pelo desaparecimento e morte de Eliza Samudio. A data ainda não foi marcada.

FONTE: O TEMPO.

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