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1 de nov de 2011

Policial civil rejeita fim de namoro e executa a ex .

Parentes ficaram inconsolados com a morte da projetista
CRISTIANO TRAD
Parentes ficaram inconsolados com a morte da projetista
O policial civil e engenheiro agrimensor Dênis Breno Rodrigues Machado, 38, é o principal suspeito de atirar e matar a ex-namorada, a projetista Renata Miranda Santos, 30. O crime aconteceu na tarde de ontem, na marcenaria onde a vítima trabalhava, na avenida Mário Werneck, no bairro Buritis, região Oeste de Belo Horizonte.

A jovem, que levou três tiros, chegou a ser socorrida e levada para a Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) Oeste, mas ela morreu no local. Colegas de trabalho de Renata contaram que, há um mês, o policial teria apedrejado o carro da projetista. Ela revelou para colegas de trabalho que chegou a ligar para o 190 para denunciá-lo, mas teria sido desencorajada de fazer o boletim de ocorrência pelo policial militar que atendeu ao chamado. "Ela contou pra gente que o PM disse que não adiantaria fazer o boletim porque se tratava de um policial civil e que isso não daria em nada", contou uma das amigas de Renata.

Os dois namoraram seis meses, em uma relação marcada pelo ciúme. Em um dos términos do casal, Dênis Machado teria entregado uma arma aos pais de Renata dizendo que não queria fazer nenhuma besteira.

De acordo com o gerente da marcenaria, Dalmo Valério, o policial entrou no local perguntando pela ex-namorada. Em um primeiro momento, o gerente pensou que fosse um cliente, mas rapidamente o identificou e se lembrou que a moça havia contado que estava sendo ameaçada por ele. "Falei que ela tinha saído, mas ela estava no banheiro. Coincidiu que ela saiu na hora. Ele se aproximou e disparou à queima roupa", contou Valério. O policial fugiu logo em um Fiat Uno.

Segundo o cabo da PM Waldir Morais, os tiros acertaram o abdômen, as costas e o braço direito da moça. "Uma viatura que fazia ronda na região chegou minutos depois, mas, infelizmente, ela não resistiu", disse.

Além de policial, Dênis Breno é professor de topografia no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), em Nova Lima. Os dois teriam se conhecido no início do ano, quando Renata cursava mineração. O supervisor do Senai em Nova Lima, Carlos Vinícius, ficou surpreso ao saber que Dênis estaria envolvido com uma aluna e seria o principal suspeito do crime. Ele contou que o professor nunca teve nenhum problema na instituição. "Não sabia que ele tinha namorada", afirmou o supervisor.

A assessoria de imprensa da PM informou que é possível rastrear a suposta ligação feita pela vítima ao 190. Até ontem à noite, o policial ainda estava foragido. (com Rafael Rocha)

Vítima estava feliz e com planos profissionais
Uma das proprietárias da marcenaria em que Renata Miranda trabalhava, a empresária Fabíola Lobato, 28, contou que a funcionária tinha se formado em técnica de mineração há pouco tempo e estava muito feliz e cheia de planos.

Segundo Fabíola, a jovem estava programando sair da empresa para atuar na área de sua formação. "Há oito anos, ela trabalhava com a gente. Eu torcia muito pelo sucesso dela. Meu pai (dono da marcenaria) a considerava como uma filha", afirmou Fabíola.

A empresária contou que Renata era muito alegre e chegou a ficar empolgada quando conheceu Dênis. "Quando ela começou a namorar, chegou a me dizer que até que enfim tinha encontrado uma pessoa legal". O sonho de Renata, segundo Fabíola, era casar e ter filhos. (CG)
FONTE: O TEMPO.

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