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7 de nov de 2011

PMs suspeitos de executar moradora de rua são presos.


Reconhecidos por uma mulher que também foi baleada, mas sobreviveu, eles podem ser demitidos

MAURÍCIO DE SOUZA
assassinato na Senhora do Carmo
Crime ocorreu num posto abandonado na Av. Nossa Senhora do Carmo, 1.690


Policiais militares suspeitos de atirar contra duas moradoras de rua e de matar uma delas estão presos provisoriamente. A informação é da Corregedoria da PM de Minas Gerais. Segundo o coronel Heberth Fernandes, os dois cabos lotados na 125ª Companhia do 22º Batalhão foram encaminhados para uma unidade prisional da corporação na sexta-feira (4). A identidade deles não foi revelada.

Na noite da última quarta-feira (2), Lucinéia Lopes da Silva, de 40 anos, foi morta com um tiro no olho e a outra moradora de rua, E.M.R., 19 anos, foi baleada na mão e continua no Hospital de Pronto-Socorro João XXIII com escolta policial.

Segundo o boletim de ocorrência, um dos suspeitos desceu de uma viatura e atirou contra as mulheres em um posto de combustível desativado na Avenida Nossa Senhora do Carmo, no Bairro São Pedro, Região Centro-Sul da Capital.

Como o patrulhamento da região não é de responsabilidade da 125ª Companhia, os PMs disseram à corregedoria que estavam no posto para resolver problemas pessoais, durante o horário de trabalho. Mas negaram a autoria do assassinato e da tentativa de homicídio.

A corregedoria teria dado início à investigação sobre as circunstâncias do crime no mesmo dia. “A sobrevivente fez reconhecimento fotográfico dos militares”, afirma o coronel Heberth. Como falta pegar o relato de outra testemunha, os suspeitos foram presos temporariamente para não atrapalhar a apuração do episódio.

As armas e os coletes à prova de bala dos dois policiais foram recolhidos. “Houve dois disparos contra cada vítima. Só o exame da balística poderá comprovar se os tiros partiram das armas dos policiais”, diz o coronel.

Se forem considerados culpados, os cabos podem ser demitidos da corporação, segundo o corregedor. Após a prisão por 30 dias, os militares ficam sujeitos a sofrer processo na Justiça comum.

O caso também será apurado pela equipe da delegada Elenice Cristine, da Homicídios Sul. Uma das linhas de investigação relaciona o crime a uma vingança.

FONTE: HOJE EM DIA.

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