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10 de set de 2011

Polícia Civil descobre plano de formação do PCC Mineiro.

"Ninguém nos deterá nesa luta porque a semente do partido se espalhou por todo o sistema penitenciário do Estado... queremos revolucionar o país de dentro das prisões". Esse é apenas um trecho de um ‘estatuto’ manuscrito que revela o plano de uma quadrilha de formar uma facção criminosa em Minas, nos moldes do Primeiro Comando da Capital (PCC), organização nascida em presídios paulistas.


A descoberta do PCC Mineiro, como foi batizado, foi divulgada ontem pela polícia. De acordo com o chefe do Departamento de Investigações da Polícia civil, delegado Edson Moreira, o documento foi encontrado durante as investigações sobre o paradeiro de Bruno Rodrigues de Souza, 24, o Quem-quem, homicida considerado o inimigo número 1 da polícia mineira atualmente.


O "estatuto" de seis páginas, recheado de erros grosseiros de português, é dividido em 15 artigos que estabelecem as regras a serem seguidas pelos membros da facção. O texto não é assinado, mas a pessoa que o redigiu se refere aos comparsas de crime como "irmãos". Outros termos como irmandade e partido são usados para designar os mandamentos de união e lealdade entre membros do grupo criminoso.


O documento revela que o grupo pretende dominar o Estado se unindo a quadrilhas como o Comando Vermelho, do Rio de Janeiro. Ao mesmo tempo em que fala de pena de morte aos traidores, prega sentimentos como respeito e solidariedade, proíbe conflitos internos e obriga os que estão em liberdade a ajudar colegas presos, citando, inclusive, ações de resgate.


Edson Moreira disse que ainda é preciso investigar as dimensões do que está proposto no estatuto. Por enquanto, segundo ele, o documento não apresenta ameaça real. O delegado, no entanto, reconheceu que Quem-quem, acusado de matar um agente penitenciário no último dia 26, é investigado por tentar promover a junção de facções criminosas mineiras e de outros Estados. "Não vamos deixar que esses criminosos prossigam com esse plano, por isso estamos atrás dos líderes". Além de Quem-quem, a polícia procura por Claudiney Rodrigues de Souza, 30, que seria o chefe do bando, Ângelo Gonçalves de Miranda Filho, 30, conhecido como Pezão e Anjinho, e Jonathan Ribeiro Zaqueu, que tem os apelidos de Paulista e Natan.






Quem-quem é o principal alvo da investigação da Polícia Civil.

Documento
Normas copiadas de modelo paulista
Os manuscritos do estatuto encontrado pela Polícia Civil teriam sido feitos nos moldes das normas da facção criminosa conhecida como PCC. O grupo, comandado por foragidos e presidiários, foi criado por presos paulistas em 1993 para defender os direitos dos presos.


No início, o PCC também era chamado de Partido do Crime e pretendia combater a opressão dentro do sistema prisional.


O estatuto do suposto "PCC Mineiro" cita, em vários momentos, palavras de vingança contra o sistema carcerário e, segundo as normas, os membros que não ajudassem os presos estariam condenados à morte.


Edson Moreira apresentou o estatuto da facção criminosa.

Braço em Minas
Polícia no rastro de Quem-quem
A Polícia Civil não revela detalhes sobre as investigações do paradeiro de Bruno Rodrigues de Souza, 24, o Quem-quem. O bandido mais procurado pela polícia mineira foi indiciado pela morte do agente penitenciário Ronaldo Miranda de Paula, 43, executado com 11 tiros após uma troca de tiros no bairro Guarani, na região Norte de Belo Horizonte, no dia 26 de agosto.


Considerado bandido de alta periculosidade, Souza está foragido da penitenciária de Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, onde é acusado de planejar a morte de um juiz. Quem-quem é tido como um dos braços mineiros de uma facção criminosa de São Paulo, onde ele pode estar escondido. Suspeita-se também que ele esteja no interior do Rio de Janeiro.


Souza seria responsável pela distribuição de drogas em Teófilo Otoni e no bairro Califórnia, na região Norte da capital. Para o delegado Edson Moreira, a captura de Quem-quem é apenas uma questão de tempo.

FONTE: O TEMPO.


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