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9 de set de 2011

Polícia Civil de Minas rastreia criminoso por impressão digital.



A Polícia Civil de Minas Gerais está usando um sistema parecido com o do seriado de TV norte-americano CSI para identificar digitais colhidas em cenas de crimes. Utilizada pelo Instituto de Identificação desde fevereiro, a ferramenta foi integrada ao Instituto de Criminalística há dois meses e já apresenta resultados.

Segundo o perito criminal e especialista em papiloscopia Henrique Hiroyuki Miyamoto, dos 15 casos em que a equipe está trabalhando, dois tiveram os suspeitos apontados por meio do sistema automatizado de identificação de impressão digital, cuja sigla em inglês é Afis.

A tecnologia usada pela corporação mineira é da Polícia Federal (PF), que disponibilizou duas estações – uma móvel e outra fixa – para os serviços. A base do banco de dados fica em Brasília, no Distrito Federal, e somente esses departamentos dos estados conveniados têm acesso ao acervo de digitais. Segundo Evando Ferreira de Assis, assessor de gabinete do Instituto de Identificação da Polícia Civil mineira, apenas o Acre, o Amapá e o Amazonas não contam com o Afis.

A base de dados contempla só as pessoas que já cometeram crimes. Em Minas, elas somam hoje cerca de 3 milhões. Se a digital não for localizada pela ferramenta on line, o perito é obrigado a fazer a pesquisa na forma antiga, que é manual.

“Até agora, 42 mil fichas foram cadastradas no Afis. Todas devem ser incluídas em até cinco anos, prazo que poderá ser reduzido com a instalação do Afis estadual, que terá todos os 19 milhões de registros civis (carteiras de identidade)”, frisa Letícia Alessi Machado Rogêdo, diretora do Instituto de Identificação.

Foi por meio das fichas digitalizadas que o Instituto de Criminalística conseguiu identificar o suspeito de praticar um delito considerado de difícil solução, por não ter testemunhas. “Um homem entrou em uma casa, após pular o muro e quebrar uma janela, e furtou vários objetos. Uma pessoa o viu fugindo de moto, mas não soube passar características físicas dele para a polícia. Sem pistas, um caso como esse teria um desfecho demorado”, explica Henrique.

Porém, acionada pelo delegado, a perícia coletou fragmentos de uma digital na cena do crime. O vestígio foi processado no Afis e um suspeito foi identificado. “Alertamos a população para que diante de um furto ou arrombamento chame a Polícia Militar, faça a ocorrência e acione o delegado, que convoca a perícia. Se houver alguma digital, ela será colhida e encaminhada para análise”, diz Cléber Abood Fernandes, diretor do Instituto de Criminalística.

Mas o sistema não é tão ágil quanto o da famosa série policial, que dá retorno em segundos. Como outros estados brasileiros também acessam a ferramenta, a resposta a um pedido de consulta pode demorar até de um dia para o outro. “Mandamos a digital para a base, mas a solicitação entra em uma fila”.


Sistema promete acelerar conclusão de perícia

O tempo médio para a conclusão de uma perícia criminal em Minas é de 20 dias, prazo acordado entre o Instituto de Criminalística e o Governo estadual. Porém, os resultados poderão ser otimizados com o Afis estadual, que vai cadastrar todos os registros civis. Não há previsão para que a ferramenta seja implantada em território mineiro.

O trabalho realizado pelo Instituto de Identificação de Brasília é referência no país. A capital federal tem dois Afis: um integrado com o banco de dados criminal da Polícia Federal e um próprio, com 3,4 milhões de registros.

“Lá, estão conseguindo identificar suspeitos de crimes em até quatro horas e solucionar casos de 1991”, diz Evando Ferreira, assessor de gabinete do Instituto de Identificação de Minas.

O sistema Afis não ajuda somente na solução de crimes. Também é utilizado para levantar pessoas com várias identidades, emitidas em outros estados brasileiros. “Infelizmente, cada unidade da federação tem um banco de registro civil separado”, afirma Letícia Alessi Rogêdo.
Desde que a ferramenta integrada foi implantada no Instituto de Identificação da Polícia Civil mineira, o órgão identificou 20 casos do tipo.

A pedido da Polícia Federal, o departamento conseguiu rastrear duas identidades de uma mulher de 68 anos. “Ela tem quatro documentos registrados em vários locais. Não sabemos com qual intuito, ou se o nome dela está sendo usado de forma delituosa”, diz Letícia.

O perito criminal Henrique Hiroyuki enfatiza a necessidade de pelo menos mais uma estação de trabalho para a polícia mineira. “Hoje, oito pessoas se revezam no cadastro das fichas e na consulta para identificação de digitais em cenas de crime”, diz.



Fonte: www.hojeemdia.com.br

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