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26 de set de 2011

Famílias de usuários de drogas receberão auxílio de R$ 900.






As famílias de dependentes químicos vão ganhar um auxílio financeiro do governo de Minas para o tratamento dos usuários de drogas em clínicas particulares. O cartão "Aliança pela Vida" irá disponibilizar, a partir de novembro, R$ 900 para os parentes com renda mensal de até dois salários mínimos para o custeio da internação. A criação de anexos psiquiátricos, uma espécie de enfermaria para o tratamento dos usuários, em hospitais públicos, também está em estudo pela Secretaria de Políticas sobre Drogas.

O cartão, batizado com o mesmo nome do programa de combate às drogas estadual lançado em agosto passado, é um projeto pioneiro no Brasil. De acordo com o subsecretário de Políticas sobre Drogas, Cloves Benevides, o benefício irá ajudar na ampliação da busca por tratamento e, ao mesmo tempo, irá minimizar o problema da falta de vagas. "Ele vai permitir a reabilitação de dependentes químicos, principalmente de crack, que são os casos mais graves. Isso evita as internações a longo prazo em clínicas psiquiátricas", afirmou.

Atualmente o Estado possue 3.000 leitos públicos de internação, mas estima-se que seria necessário o dobro. A subsecretaria orienta que R$ 800 disponibilizados pelo cartão sejam gastos com a internação e os R$ 100 restantes, com o transporte da família até as unidades terapêuticas para as visitas. "A família é muito importante nesse processo de ressocialização, por isso demos um valor a mais para as visitas", disse Benevides.

As prefeituras de Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, e de Juiz de Fora, na Zona da Mata, foram as primeiras a buscarem credenciamento junto ao governo para disponibilizar o benefício. No entanto, de acordo com a assessoria de comunicação do Estado, qualquer prefeitura poderá aderir ao auxílio. As famílias precisarão buscar uma clínica credenciada e levar os atestados que comprovam a dependência química do usuário e a renda familiar máxima necessária.

Internação. Cerca de cem dependentes químicos foram retirados voluntariamente das cracolândias de Belo Horizonte e região metropolitana para internação em unidades da capital. A abordagem de moradores de rua nos municípios começou a ser feita na segunda semana de agosto deste ano como estratégia de combate ao crack em Minas.

Na primeira operação, que contou com o apoio da Polícia Militar, 36 pessoas foram abordadas por assistentes sociais, mas apenas 14 usuários aceitaram o tratamento.

SOS Drogas tem ligações recorde
O disque 155 (SOS Drogas), criado para atender a população que busca informações ou orientações sobre drogas, registrou um aumento recorde das chamadas nos últimos dois meses. De acordo com o governo do Estado, as ligações recebidas apresentaram uma alta de 130 vezes desde a implantação do serviço.

Segundo o balanço, em agosto e setembro deste ano, foram registradas 30.354 e 22.099 ligações, respectivamente. Em meses anteriores, a média de contatos era de 230 chamadas por mês. (NO)

Publicado no Jornal OTEMPO

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