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2 de ago de 2011

IML de Belo Horizonte limita horário para liberar corpos.



A Polícia Civil afirma que há um déficit de pelo menos 60 médicos legistas, mas que um concurso deve ser feito "em breve"



O Instituto Médico Legal (IML) de Belo Horizonte restringiu o horário de liberação de corpos. Há 15 dias, comunicou às funerárias que os cadáveres não serão mais "entregues" entre 21 e 6 horas. O motivo é a falta de assistentes sociais, já que duas profissionais pediram demissão nas últimas semanas. No domingo passado, a situação obrigou 25 famílias a atrasar os sepultamentos.

O IML recebe uma média de 20 corpos por dia. Em princípio, o déficit de pessoal não estaria atrapalhando o trabalho das funerárias, diz o gerente de uma delas, Sérgio José da Silva. Ele garante ter recebido um comunicado do instituto sobre a redução do horário durante parte da noite e a madrugada.

Sérgio conta que quando as pessoas o procuram para contratar os serviços da funerária, já informa sobre as restrições impostas. "A maioria se revolta, mas é obrigada a engolir a posição da Polícia Civil. Outros sabem que, por se tratar de um órgão público, o melhor é esperar o dia seguinte e atrasar a despedida do parente".

O superintendente técnico científico da Polícia Civil, Diógenes Coelho Vieira, afirma que as necropsias são feitas normalmente. E atribui o atraso nas liberações à saída das assistentes sociais. "Já iniciamos um processo para que outros profissionais sejam contratados. Pelo menos duas pessoas nas próximas semanas".

Diógenes afirma que em Minas há um déficit de pelo menos 60 médicos legistas, mas que um concurso deve ser feito "em breve" para preencher os postos. Segundo ele, no Estado são 340 legistas.

O presidente da Associação Mineira de Medicina Legal, Calil Fouad, não quis comentar o assunto. Há três meses, ele e outros profissionais elaboram um dossiê sobre a situação da categoria. O levantamento deve ser apresentado à Assembleia Legislativa de Minas Gerais no fim do mês.
FONTE: HOJE EM DIA.

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