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31 de ago de 2011

Dois mortos por dia de janeiro a julho em BH.

Capital teve 463 assassinatos de janeiro a julho deste ano. O número é 14,6% maior que o registrado no mesmo período de 2010.


Violência assusta também no interior, onde três irmãs foram mortas: marido de uma delas é suspeito


Belo Horizonte teve 463 assassinatos de janeiro a julho deste ano. O número é 14,6% maior que o registrado no mesmo período de 2010, quando 404 pessoas perderam a vida. Na média, é como se a polícia tivesse notificado, em 2011, pelo menos duas mortes por dia. Somente no fim de semana, houve 14 homicídios na cidade - seis a mais que o "normal".

Fontes da Polícia Civil informaram ao Hoje em Dia que apenas em julho houve 70 assassinatos em BH - quase o dobro dos 36 registrados no mesmo mês, em 2010. Em junho foram 71, contra 36 em igual período do ano anterior.

Para a polícia, o envolvimento com drogas, principalmente o crack, está por trás da maioria dos crimes. Os homicídios seriam motivados por disputas por áreas de tráfico e pelo "acerto" de dívidas de usuários.

A Polícia Militar acompanha a evolução das estatísticas de homicídios e está fazendo estudos sobre as áreas de maior incidência dos crimes, diz o tenente-coronel Alberto Luiz Alves, da assessoria de imprensa da corporação. "A situação está sendo discutida entre os oficiais e a PM não vai demorar a dar uma resposta para os criminosos", assegura.

Segundo ele, haverá uma "nova fase de intensificação das operações em diversas regiões do município e da Região Metropolitana, incrementando as buscas a criminosos e armas".

Áreas mais críticas vão merecer atenção especial. Uma delas pode ser o Alto Vera Cruz, na Região Leste. Foi onde, na madrugada de sábado (27), um jovem de 19 anos foi executado com mais de dez tiros, ao sair de um baile funk.

Mas a violência não está restrita apenas a BH. O suspeito de matar a golpes de podão (facão especial para corte de cana) três irmãs em Uberaba estava sendo procurado, nessa segunda-feira (29), em todo o Triângulo Mineiro.

Édson Fernandes de Ávila, de 52 anos, foi visto saindo do local do triplo homicídio, no Bairro Boa Vista. Segundo testemunhas, ele fugiu em um automóvel, em alta velocidade. O carro foi localizado em uma estrada nas proximidades da Penitenciária Aluízio Inácio.

As irmãs Jane Lúcia Paiva de Ávila, de 50 anos, Luzia Maria de Paiva, de 59, e Dilza Maria de Paiva, de 65, foram sepultadas na mesma noite.

O suspeito era casado com uma das vítimas, Jane. Na semana passada, o casal teria discutido várias vezes. O clima hostil foi confirmado por parentes das irmãs.

Os corpos foram descobertos na casa onde também morava a mãe das vítimas. M. A. P., de 92 anos, estava trancada em um dos quartos enquanto as filhas eram mortas na varanda do imóvel. A idosa, que não sofreu ferimentos, está muito doente e, segundo a polícia, não tem condições de prestar depoimentos, por enquanto.

Em Paraopeba, na Região Central, a Polícia Civil abriu inquérito ontem para investigar a morte de Maria Irene Silva, de 56 anos, e do neto dela, Lucas, de 15. Os dois foram mortos a facadas, no sábado, em casa.

HOJE EM DIA.

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