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25 de ago de 2011

Casal suspeito de sequestro iria usar criança para golpes.

Prisão preventiva dos suspeitos, Neli Maria Neves e do PM reformado Jair Narcísio de Lacerda, foi pedida pela Polícia Civil.



RENATO COBUCCI

Polícia também deve investigar outros dois casos de estelionatários na família do casal .


O objetivo do casal responsável pelo sequestro e cárcere privado da pequena Stefany Rodrigues Barbosa dos Santos, de 7 anos, era usar a criança para fins de estelionato. É o que aponta a conclusão das investigações feitas pela delegada Cristina Coelli, chefe da Divisão de Referência da Pessoa Desaparecida (DRPD).

O pedido de prisão preventiva de Neli Maria Neves, 53 anos, e do marido dela, o policial militar reformado Jair Narcísio de Lacerda, 65 anos, presos há mais de uma semana, deve ser analisado nesta quarta-feira (24).

Segundo a delegada, as investigações foram desmembradas em duas partes. A primeira sobre sobre a criança e outra sobre a jovem de 24 anos, Natália Neves Lacerda, que foi encontrada morando na casa do casal, inicialmente em cárcere privado.

Durante os depoimentos, Neli e Jair não manifestaram, em nenhum momento, vontade de criar Stefany. A intenção deles seria usar os nomes da menina e da jovem para o recebimento de pensão e bens patrimoniais. "Se o policial reformado morresse, por exemplo, Natália receberia pensão e benefícios concedidos pela Polícia Militar, ao contrário de Neli, que não teria nenhum direito, além de seguros de vida", disse Cristina Coelli.

Além disso, há suspeitas de que o casal mentiu sobre os problemas mentais que a jovem teria para se beneficiar com a pensão do INSS que ela recebe atualmente. Testemunhas contaram que, na verdade, Natália seria dopada todos os dias e era proibida de sair sozinha ou usar o telefone. A questão da saúde mental também foi questionada por ela já ter trabalhado com carteira assinada e concluído o 2º grau.

Ainda segundo a polícia, após a prisão dos suspeitos, Natália foi acolhida em um abrigo e está passando por exames psicólogos que devem revelar se ela recebia medicação em excesso ou se teria deficiência mental, como alegou o casal. Já o exame de DNA deve ficar pronto em 20 dias.

Em relação à Stefany, o casal registrou a menina como filha, mantendo apenas o primeiro nome. "Dessa forma, eles também poderiam usá-la para esconder bens declaráveis ou aplicar golpes”, ressaltou Coelli. A delegada informou ainda que na família do casal existem pelo menos dois casos de estelionatários que também estão sob investigação.
Acusações
Neli Maria Neves e o policial militar reformado Jair Narcísio de Lacerda estão presos no Centro de Ramanejamento de Presos (Ceresp) Centro-Sul e no 1º Batalhão da Polícia Militar, respectivamente. Eles foram indiciados por sequestro e cárcere privado da criança, cárcere privado da jovem de 24 anos e estelionato. Se condenado, o casal pode ficar preso por até 14 anos.

José Antônio dos Santos e Antônio Maria da Silva, irmãos de Neli, também foram indiciados por falsidade ideológica, já que eles testemunharam em cartório que a criança era filha do casal. Os dois podem pegar de um a cinco anos de prisão.
O sequestro
A menina foi sequestrada no dia 7 de agosto, na Feira de Artesanato de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. De acordo com as investigações, 48 horas depois ela foi registrada como sendo filha do casal em um cartório em São Joaquim de Bicas, na Região Metropolitana da capital. Os irmãos de Neli foram as testemunhas.

Stefany foi mantida durante três dias na residência dos suspeitos, no Bairro Fonte Grande, também em Contagem. Após divulgação do retrato falado da sequestradora, a criança foi devolvida no dia 10 deste mês, próximo da casa da verdadeira família.

(*) Com informações Pedro Rotterdan,HOJE EM DIA.

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