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14 de jul de 2011

Enquanto Justiça admite falha na fuga de Roni Peixoto, mais dois presos fogem em Neves.


Dois homens que cumpriam pena no Presídio Inspetor José Martinho Drummond, em Ribeirão das Neves, na Grande Belo Horizonte, estão foragidos. De acordo com a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), eles deixaram a unidade no último domingo. No entanto, o órgão desconhece como se deu a fuga e não soube esclarecer se eles teriam sido beneficiados com saída temporária, não retornando em seguida.
Segundo a Seds, Antônio Aparecido Gerônimo, de 32 anos, cumpria pena por latrocínio (roubo seguido de morte). Já Cristiano Acácio de Araújo, de 23 anos, foi condenado por roubo. A Polícia Militar foi chamada para registrar Boletim de Ocorrência e o caso já foi repassado para a Polícia Civil.

Por meio de nota, a Seds informou ainda que o presídio instaurou um Procedimento Interno de Investigação para apurar como se deu a saída dos dois detentos.
Falha no Judiciário

Também em Ribeirão das Neves, mas na Penitenciária José Maria Alckmin, outro detento está foragido desde a semana passada. Trata-se de Roni Peixoto, traficante condenado a mais de 30 anos de prisão e apontado pela polícia como braço direito de Fernandinho Beira-Mar. Ele deixou a unidade beneficiado pela Justiça com o regime semi-aberto, que prevê a saída diurna e o regresso noturno. Os advogados do traficante apresentaram um pedido para que ele trabalhasse em um Centro Automotivo. Entretanto, a Justiça e o Ministério Público admitem que os documentos apresentados pela defesa podem ser falsos.

O caso revela uma brecha no sistema judiciário. De acordo com a assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, a Vara de Execuções Criminais não tem como verificar a autenticidade dos documentos que são apresentados pelos advogados. Somente quando legalmente provocados os juízes poderão solicitar que seja confirmada a autenticidade da documentação.

Fraudes

No dia 30 de junho, O desembargador Hélcio Valentim de Andrade Filho, do TJMG, foi afastado do cargo após ser alvo de uma operação da Polícia Federal que investigava a venda de habeas corpus em Divinópolis. Segundo a PF, os valores das liminares podiam chegar a R$ 180 mil e os maiores beneficiados pela soltura eram traficantes de drogas da região.

A investigação teve início no começo do ano, a pedido do Ministério Público Estadual da Comarca de Alpinópolis, que solicitou à PF a apuração da conduta de um advogado que atuava na cidade.

Na operação, batizada de Jus Postulandi, foram detidos, além do desembargador, Tancredo Aladin Rocha Tolentino, primo de quinto grau do senador Aécio Neves (PSDB) e apontado como lobista da quadrilha e o vereador e advogado Walquírio Avelar. No total, foram expedidos nove mandados de prisão e 13 mandados de busca e apreensão.

Fonte: Estado de Minas.

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