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21 de mar de 2011

Ministério Público descarta rixa entre Civil e PM




O Ministério Público Estadual (MPE) descarta uma disputa entre as polícias Civil e Militar sobre quem deveria investigar o caso do Aglomerado da Serra. O inquérito da Civil apura os homicídios e o da Militar supostos desvios de conduta dos policiais.

No dia 19 de fevereiro, o técnico em enfermagem Renilson Veriano da Silva, 39 anos, e o estudante Jefferson Coelho da Silva, 17, foram mortos a tiros no Aglomerado da Serra. Os acusados do crime são três soldados do Batalhão de Rondas Táticas Metropolitanas (Rotam).

“Há suspeita de delitos militares e de homicídio. Portanto, existem dois tipos de crimes sendo investigados”, afirmou o promotor Rodrigo Filgueira. Os inquéritos têm por objetivo municiar o MPE que vai definir se há ou não elementos para denúncia.

Nesta quinta-feira (3), os soldados Jason Ferreira Paschoalino, Jonas David Rosa e Adelmo Felipe de Paula Zuccheratte, compareceram mais uma vez à sede da Corregedoria da Policia Militar. No entanto, foram prestar depoimento para o delegado Fernando Miranda, que preside as investigações da Polícia Civil.

“Além dos acusados, testemunhas também devem prestar depoimento, o que motivou o deslocamento do delegado ao órgão militar”, explicou o promotor Rodrigo Filgueira, que também estava no local para acompanhar os depoimentos. Dois policiais preferiram permanecer em silêncio, assim como já tinham feito na última segunda-feira. Apenas o soldado Zuccheratte reafirmou sua versão, dizendo apenas que era o motorista da guarnição. O advogado Ricardo Oliveira Guimarães, que representa os interesses dos militares Paschoalino e Rosa, disse que os seus clientes só se manifestarão diante do juiz. “Os policiais agiram no exercício regular do direito, no estrito cumprimento do dever legal e em legítima defesa”, sustenta Ricardo Guimarães.

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