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12 de ago de 2010

Minas Gerais terá plano estadual de combate às drogas

Minas Gerais já iniciou a formulação de seu plano estadual de combate às drogas. O anúncio foi feito pelo secretário de Estado de Defesa Social, Moacyr Lobato de Campos Filho, um dos palestrantes do Fórum Técnico Segurança Pública: Drogas, Criminalidade e Violência, aberto nesta quarta-feira (11/8/10), na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. No mesmo painel inicial, o secretário Nacional de Segurança Pública, Ricardo Brisolla Balestreri, apontou a segurança pública como condição para o desenvolvimento econômico. O fórum prossegue até esta sexta-feira (13), no Plenário da ALMG. A programação pode ser consultada no site www.almg.gov.br.
Segundo Moacyr Lobato, questionários destinados a subsidiar a elaboração do plano de combate às drogas já foram distribuídos às instituições que compõem o sistema de segurança de Minas, como polícias e Bombeiros. O secretário ressaltou que as contribuições do Fórum Técnico também ajudarão o Estado a ter passos seguros, consistentes e firmes na prevenção e no combate à violência. "Esse evento representa a compreensão do fenômeno da segurança pública como responsabilidade de toda a sociedade", ponderou.
Moacyr Lobato apontou ainda a integração das forças de segurança em Minas, com ênfase na defesa social, como palavra-chave para o enfrentamento à criminalidade e para o bem-estar da sociedade. "Há um olhar abrangente, que atinge a questão prisional e as medidas socioeducativas e que pressupõe a aproximação entre o Judiciário e as organizações da sociedade civil", exemplificou. O secretário citou pesquisa que aponta aumento de quase 70% no número de homicídios entre jovens, no período de 1980 a 2007, contra queda de aproximadamente 10% nas outras faixas etárias. E listou alguns programas do Estado, com resultados positivos, voltados para esse público considerado mais vulnerável.
Já o secretário Balestreri, que também é vice-presidente do Conselho Nacional de Segurança Pública, recorreu a duas pesquisas americanas para salientar a relação entre a segurança e o desenvolvimento. Os trabalhos apontam como condições para o crescimento econômico a criação de redes cívicas de engajamento, uma espécie de voluntariado popular; a existência do empreendedorismo nas classes baixas; e a educação da população. "Onde o crime domina, não existem essas redes cívicas, o povo tem medo e não há uma educação que propicie autonomia intelectual e moral", afirmou.
Balestreri fez duras críticas às drogas lícitas, sobretudo ao álcool e à cerveja, no caso particular do Brasil. Segundo ele, o álcool é a porta de entrada para outras drogas, para as doenças sexualmente transmissíveis e para a violência no trânsito. Juntos, álcool e fumo matam, anualmente, 8 milhões de pessoas no mundo, segundo dados do secretário. Já no Brasil, há 82 mil mortes violentas por ano, sendo 45 mil homicídios e 37 mil decorrentes de acidentes no trânsito, muitos relacionados ao álcool. "É hipocrisia não se dar conta de uma droga que está matando uma geração inteira de jovens", apontou.
Balestreri citou como geradores do crime no Brasil também a crise de valores do mundo contemporâneo, que enaltece o consumismo; a má distribuição de renda; a potente indústria do crime e o modelo de segurança pública que não aproxima policiais e cidadãos. Nesse sentido, ele elogiou a ampla participação no Fórum Técnico, construído de forma coletiva com 67 entidades parceiras. Para o secretário nacional, o Brasil caminha para o enriquecimento econômico, mas, para ser efetivamente um país desenvolvido, terá que trilhar esses caminhos da segurança pública.

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