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23 de jun de 2010

Tostão

Tostão teve uma carreira tão brilhante quanto curta. Jogou apenas de 1963 a 1973, mas foi um dos mais talentosos atacantes do futebol brasileiro, tanto atuando como ponta de lança, recuando para buscar o jogo no meio-campo, quanto como centroavante.
No Mundial de 70, no México, ele foi apontado por grande parte da imprensa européia como o maior jogador da competição, acima mesmo de Pelé e Jairzinho.
Tostão sabia jogar até sem a bola, como se dizia dele, constantemente.
Utilizava muito bem o corpo para evitar o ataque dos adversário se raciocinava com uma rapidez incrível.
Não era veloz, mas colocava a bola aonde queria e dificilmente um marcador conseguia tirar-lhe a bola sem praticar falta.
Na opinião de Zagallo, seu técnico em 70, era um jogador completo, capaz de exercer qualquer função num time, do meio-campo para a frente.
Começou sua carreira no Cruzeiro, onde atuou de 1963 a 1972. Com apenas 16 anos, já era titular do time mineiro, que viveu na década de 60, com um grande time que tinha ainda Piazza, Zé Carlos e Dirceu Lopes, uma de suas fases mais gloriosas.
No Cruzeiro, foi pentacampeão mineiro, de 65 a 69, e campeão da Taça Brasil, em 65, vencendo o Santos numa final inesquecível, pois foram colocados frente a frente duas da maiores equipes do futebol brasileiro em todos os tempos.
Em 72, foi negociado para o Vasco pela cifra recorde de 2,5 milhões de cruzeiros. No Vasco jogou muito pouco, pois teve agravado o seu problema de descolamento de retina, que ameaçou seriamente sua presença na Copa de 70.
Por causa do problema na retina, encerrou prematuramente sua carreira, quando tinha apenas 27 anos, e passou a dedicar-se à medicina, sua outra grande paixão. Somente muito recentemente, Tostão voltou ao futebol, atuando como comentarista de tevê e assinando colunas em jornais.
Em 65 partidas, fez 36 gols pela Seleção Brasileira. Disputou o Mundial de 66, na Inglaterra, sem muito brilho, mas em 70 consagrou-se mundialmente.
No México, estava destinado a ser o reserva de Pelé, pois atuava na mesma posição do Rei. Contudo, Zagallo decidiu enfrentar a maioria das opiniões e o colocou no time como centroavante, em uma das várias improvisações que visavam a aproveitar todos os talentos do grupo e que levaram Piazza à quarta-zaga e Rivelino à ponta esquerda.

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