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28 de jun de 2010

Tornozeleira testada no RS é pesada e mal acabada na avaliação do presidente da Assembleia gaúcha

Deputado Giovani Cherini (PDT) testou tornozeleira para o monitoramento eletrônico no Carnaval de 2009

Foto: Guerreiro/Ag. AL/Divulgação
Fabiana Leal
Direto de Porto Alegre
As tornozeleiras testadas por presos do regime aberto no Rio Grande do Sul são pesadas e mal acabadas na avaliação do presidente da Assembleia gaúcha, deputado Giovani Cherini (PDT). O parlamentar é o idealizador do projeto de monitoramento eletrônico de apenados no Estado.
Em fevereiro do ano passado, Cherini testou uma tornozeleira de 210g. As usadas atualmente pelos quatro presos do regime aberto que se propuseram a participar do teste, iniciado na última terça-feira, pesam 280g. "Elas têm de chegar ao peso de um relógio. É muito pesada e mal acabada a da secretaria (de Segurança Pública do Estado)", afirmou.
Na opinião do deputado, a licitação para a compra das tornozeleiras, prevista para ser realizada após os testes, tem de levar em conta a melhor tecnologia e o menor preço. "Se a secretaria colocar o menor preço, vou brigar", disse.
A assessoria de imprensa da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) informou que todas essas questões serão colocadas no edital, e a empresa que apresentar as melhores condições será a vencedora do processo.
Cherini percorreu 2.110 km pelo Estado durante seu teste. "Eu não tinha limitação para me locomover, ao contrário dos presos voluntários, que só podem ir do albergue para o trabalho e retonar. Eu fiz (o projeto) para mostrar que é possível, que dá certo e que as pessoas tinham de olhar para (a questão da) inteligência", afirmou o parlamentar.
O deputado disse que não teve restrições na sua rotina com a tornozeleira na perna direita. "Fiz de tudo, inclusive andei a cavalo e joguei bola. Fiz tudo mesmo, e não dá interferência".
Durante o tempo que esteve com a tornozeleira, Cherini disse que as pessoas brincaram muito com a finalidade do equipamento. "O que mais falavam é que, se a moda pegasse, as mulheres iam monitorar os maridos".

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