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7 de jun de 2010

O Conexão Repórter também mostra a facilidade de encomendar uma morte

O Conexão Repórter também mostra a facilidade de encomendar uma morte. Com apenas uma foto, é possível contratar um matador de aluguel. Estamos na terra de um dos casos mais conhecidos de pistolagem. Fevereiro de 2005, a missionária Dorothy Stang é assassinada com crueldade. Foram seis tiros, disparados por dois pistoleiros. O crime ganha repercussão internacional. Os dois matadores teriam executado Dorothy em troca de cinquenta mil reais. Eles são presos e revelam o nome de outras três pessoas. Um intermediador e dois fazendeiros acusados de encomendar a morte da missionária. Cinco anos depois, voltamos ao estado do Pará. Lá tivemos a informação que apesar desse crime brutal que abalou o país, pistoleiros ainda atuam no estado e com uma câmera escondida, saímos à procura de um matador de aluguel. Bairro de Jurunas, periferia de Belém. Não vamos revelar seu rosto. Um jovem aparentemente tranquilo. Uma pessoa fechada, quieta e de poucas palavras. Mas atrás desse rosto calmo se esconde um assassino.
Com a foto de uma pessoa que já morreu em mãos, negociamos a encomenda de um assassinato, tudo com o conhecimento do Ministério Público. Após alguns minutos de conversa, o pistoleiro revela o preço e como faz para conseguir a arma do crime. As armas são alugadas em uma favela proxima dalí. Com a desculpa que queremos alugar um revólver, conquistamos a confiança dos bandidos e vamos documentando tudo. Entramos em um território dominado pela criminalidade. Um dos bairros mais perigosos da capital paraense. São becos vigiados por bandidos. Por mil reais, isso mesmo, mil reais o bandido garante que também faz o serviço completo. E uma revelação: muitas vezes, é preciso subornar policiais para manter o funcionamento de suas atividades criminosas.
Em seguida vamos à Imperatriz, a segunda maior cidade do Maranhão. Lá, a boca pequena, corre a informação da existência de uma tabela da morte. Uma lista de preços pelas cabeças de empresários, políticos e até juízes. Uma tabela distribuída pelos próprios pistoleiros. Somos autorizados a entrar na penitenciária de Imperatriz. Os pistoleiros mais perigosos estão atrás dessas grades. Quem fala demais morre e rapidamente. A família também pode estar na lista. Poucos são os presos que assumem os crimes que cometeram. Mas reconhecem que, nesta região, a morte por encomenda acontece todos os dias.
Quanto vale a dor de uma mãe? Para mentes criminosas, matar é algo banal, frio, fácil. Pessoas com valores deturpados da vida humana. As mortes por encomenda se multiplicaram por razões simples: os lucros e a impunidade. Os matadores de aluguel costumam ser protegidos por pessoas poderosas. Até quando eles continuarão a espalhar a morte pelo Brasil?
+ Se preferir,clique abaixo e assista à reportagem na íntegra em vídeo

http://www.sbt.com.br/conexaoreporter/videos/default.asp?id=76332bbae986d7f4c242bfe8d076f243

Conexão Repórter programa do SBT

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