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24 de jun de 2010

Escrivão Da Polícia é Morto Por Adolescentes

O escrivão da Polícia Civil, Paulo Benedito de Castro Pereira, 52 anos, foi assassinado com dois tiros por dois adolescentes, na noite do último domingo, no bairro do Jurunas, em Belém. Os infratores levaram a arma, a carteira porta-cédulas e os documentos da vítima. Um dos adolescentes, de 13 anos, foi apresentado pelos pais na Divisão de Atendimento ao Adolescente (Data).
“Com medo do que pudesse acontecer ao garoto, o pai dele veio conversar comigo pela manhã e afirmou que a família iria apresentá-lo. À tarde eles trouxeram o garoto”, disse o delegado Roberto Pimentel, da Data.
O outro adolescente tem apenas 15 anos de idade e ainda não foi localizado pela polícia.
Segundo informações prestadas pelo garoto de 13 anos, o crime teria sido cometido com o revólver calibre 38 do próprio escrivão e o autor dos dois disparos na vítima foi o outro menor. As informações obtidas pela polícia no local do crime são contrárias às dadas pelo menor de 13 anos. Alguns moradores que viram o crime, afirmam que o autor dos disparos foi ele mesmo e não o comparsa.
Após o crime, os dois entregaram a arma policial para Arlon Gabriel Gouveia Martins, 19, conhecido pelo apelido de “Foca”. Este por sua vez, matou um jovem de 20 anos, cerca de duas horas após a morte do escrivão.
O CRIME
O crime ocorreu às 19h30, na travessa José Honório dos Santos, esquina com a rua São Miguel, no Jurunas. O policial foi até o telefone público, quando foi abordado pelos dois. Armado com um revólver de brinquedo, o adolescente de 13 anos, fez ameaças ao escrivão e, a seguir, os infratores revistaram o policial. Ao encontrarem a arma, um deles, utilizou o revólver do policial para matá-lo. Dois tiros foram dados no escrivão, um atingiu o braço e o outro acertou o coração da vítima. Os criminosos fugiram com o revólver, a carteira porta-cédulas e os documentos do escrivão.
Um morador, que passou pelo local minutos depois do crime, prestou socorro ao policial. Paulo Benedito foi levado para o Pronto-Socorro do Guamá, mas já chegou morto.
“Uma pessoa me ligou na hora em que ocorreu o crime e afirmou que os dois já aguardavam pelo escrivão. Eu acionei uma viatura e nós fomos ao local para investigar o caso”, contou o chefe de operações do Jurunas, Monteiro.
Velório do policial é marcado pela revolta
A Igreja Assembleia de Deus do conjunto da Cidade Nova 6, em Ananindeua, foi o local onde reuniu os familiares e amigos para velar o corpo do escrivão da Polícia Civil, Paulo Castro, 60. Este ano o escrivão ia se aposentar, ele já trabalhava há quase 40 anos na função, atualmente estava lotado na Delegacia de Santa Bárbara.
O genro do escrivão, Fernando Mário, não acredita que o sogro tenha reagido na abordagem dos criminosos. “Ele sempre dizia à família dele que não era para reagir a assaltos, por isso não acredito que ele tenha reagido. Ele era uma pessoa tranquila”, finalizou o genro.

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