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5 de mai de 2010

A vacina contra o vírus H1N1 não causa efeitos adversos severos, dizem especialistas

Especialistas garantem que a vacina contra a gripe suína, também conhecida como gripe A H1N1, não causa efeitos colaterais graves. A campanha de imunização tem início nesta segunda-feira e cerca de 600 mil pessoas devem ser vacinadas na região de Ribeirão Preto.

De acordo com Helena Sato, diretora técnica da Divisão de Imunização da Secretaria do Estado da Saúde, a vacina contra a gripe suína não causa reações graves porque utiliza apenas "pedaços" do vírus causador da doença.

"Essa é uma vacina diferente que usa pedacinhos do vírus e não ele inteiro, ao contrário da vacina do sarampo, por exemplo, que usa o vírus atenuado. Portanto a vacina da gripe A não consegue desencadear a doença", disse Helena.

Ainda segundo a especialista, a vacina pode apenas proteger a pessoa, pois estimula o linfócito B, responsável pela produção dos anticorpos.

"Estamos começando essa vacinação com uma vantagem em relação a outros países, pois já temos a experiência acumulada. Nos Estados Unidos 60 milhões de pessoas foram vacinadas e na Europa foram 38 milhões. Não foram observadas reações adversas graves em nenhum caso", afirmou Helena.

Outra vantagem, de acordo com Helena, é o fato da campanha estar começando cerca de três meses antes da nova onda epidêmica.

"Todos os estudos mostram que não provoca reações graves. Ainda assim, como temos este tempo até o vírus voltar a circular com força, poderemos observar como será sua evolução".

Reações leves

O médico sanitarista do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, Clésio Sousa Soares, concorda que efeitos graves não devem acontecer e lembra que a vacina oferece 96% de proteção ao imunizado.

Segundo Soares, 50% da população vacinada podem apresentar reações locais leves, como vermelhidão, dor ou coceira no local da aplicação, além de febre, dor no corpo e náusea no segundo dia após a vacinação.

"Mas essas são reações observadas na maioria das vacinas. No caso da vacina contra a gripe comum, por exemplo, aplicada todos os anos na população idosa, podem ocorrer reações deste mesmo tipo. Ainda assim, todos esses anos de imunização se mostraram extremamente eficientes. Foram observadas por exemplo, a redução do infarto de miocárdio em idosos que tomaram a vacina", explicou Soares.

O sanitarista alerta ainda para a importância da imunização, principalmente em pessoas com doenças crônicas.

"Quanto mais doente for a pessoa, mais importante será tomar a vacina. No ano passado vimos que a maioria das mortes ocorreram em crianças menores de dois anos e pessoas com doenças crônicas. Por isso é tão importante que todos que estejam neste grupo sejam vacinados".

De acordo com o médico, só não deve tomar a vacina quem tiver alergia ao ovo, já que as doses são preparadas dentro de ovos.

"Acredito que em breve até mesmo as pessoas que tiverem alergia ao ovo poderão ser imunizadas, pois os estudos nesta área estão avançados. Mas uma coisa é certa, estou totalmente convencido que é muito importante que todos dos grupos de risco sejam vacinados. Só assim poderemos reduzir a comorbidade da Influenza A".
Hélia Araujo

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