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22 de mai de 2010

Caso Sion

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A partir da próxima semana, a Polícia Civil iniciará as investigações sobre um possível esquema de contrabando e lavagem de dinheiro envolvendo os empresários Rayder dos Santos Rodrigues, 38, e Fabiano Ferreira Moura, 32. Os dois foram assassinados no último dia 9 de abril em um apartamento no bairro Sion, na região Centro-Sul da capital. Eles foram vítimas de extorsões e torturas, conforme a polícia, orquestradas por Frederico Costa Flores de Carvalho, 31.

A informação foi divulgada ontem pela corporação durante a apresentação do inquérito concluído referente ao duplo homicídio dos empresários. Os oito suspeitos de integrar a quadrilha de Flores que estão presos foram indiciados (ver arte ao lado). Entre os crimes dos quais o bando é acusado estão formação de quadrilha, sequestro, extorsão, homicídio triplamente qualificado, receptação e ocultação de cadáver.
Até a próxima segunda, o inquérito, que também contém os indícios das supostas fraudes financeiras cometidas pelas vítimas, deve ser encaminhado para a Superintendência da Polícia Civil para ser analisado e distribuído para a delegacia competente. Mas se os esquemas de lavagem de dinheiro e contrabando extrapolaram as fronteiras estaduais, a Polícia Federal pode participar das apurações.
A delegada Elenice Ferreira, responsável pelo inquérito, confirmou que foram identificados elementos que ligam Rayder e Fabiano aos crimes de estelionato e lavagem de dinheiro realizados para camuflar atividades de contrabando. As vítimas atuavam no ramo de informática e mantinham contas bancárias com documentos falsos.
Conforme Elenice, o esquema também envolveria o empresário Marcio Henrique Macedo de Paula, 31, amigo das vítimas, e que seria o responsável por grandes movimentações financeiras. Ele pode ser investigado. Devido às transações, Marcinho, como era conhecido, seria o principal alvo das extorsões da quadrilha chefiada por Flores.
De acordo com a polícia, o esquema fraudulento em que Rayder, Fabiano e Marcinho estariam envolvidos foi descoberto por Flores com a ajuda de pessoas ligadas às vítimas.
Segundo a policial, Flores começou a arquitetar o plano com a amiga e médica Gabriela Corrêa Costa, 26, uma semana antes de colocá-lo em prática. "O Frederico é muito inteligente e frio, sabe articular e captar as pessoas. Ele sabe utilizar da facilidade de convencimento que tem para conduzi-las aos delitos", ressaltou.
Elenice informou já ter solicitado a conversão das prisões dos suspeitos de temporária (30 dias) para preventiva (por tempo indeterminado). De acordo com o promotor do 2º Tribunal do Júri Francisco Assis Santiago, é possível que os acusados sejam levados a júri popular. "As provas apresentadas pela polícia parecem robustas".

Publicado no Jornal OTEMPO

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