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13 de abr de 2010

Força-tarefa vai impor a lei na madrugada em BH

Luciane Evans - Estado de Minas


Antes que Belo Horizonte se torne o pior lugar para se viver depois do anoitecer e uma causa perdida para as autoridades, uma força-tarefa promete trazer um choque de ordem à madrugada sem lei. Depois que o Estado de Minas denunciou, em reportagem publicada domingo, os abusos cometidos sem limites na capital, quando o Sol se põe, a Polícia Militar promete intensificar, a partir do próximo fim de semana, operações para combater excessos, principalmente ao volante.



Além disso, o Ministério Público Estadual (MPE) vai propor ações conjuntas entre as várias promotorias para cobrar dos órgãos públicos maior poder de punição aos baderneiros e aos sem educação e sem escrúpulos que estão transformando a cidade em terra de ninguém. Mas, mesmo com todo o esforço, moradores que não conseguem dormir com o barulho depois das 22h deverão se acostumar a conviver com isso, pelo menos por enquanto: falta um serviço ágil de combate à poluição sonora.





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Depois do anoitecer, BH se transforma em terra de ninguém Pesadelos da madrugada

Os problemas que vieram à tona com a reportagem balançaram a cidade e houve muita repercussão. Até as 18h de segunda-feira, o Portal UAI havia recebido 58 comentários. A maioria dos leitores reclama da falta de fiscalização, um deles até compara BH ao Rio de Janeiro; outros acham que a situação não é tão crítica quanto mostrou o jornal.



Durante duas noites, quinta e sexta-feiras da semana passada, o EM percorreu ruas, praças, esquinas e as principais avenidas e constatou que jovens ignoram a Lei Seca, bebendo e dirigindo em alta velocidade; que drogas são vendidas e consumidas à vontade em vias públicas; que a Lei do Silêncio é ignorada, assim como as leis de trânsito e o Código de Posturas, sancionado recentemente. Gerentes de bares e restaurantes que espalham mesas pelas calçadas se desculpam dizendo que as regras estão confusas.



A primeira promessa de uma ação contra a baderna durante a madrugada vem da PM, ao informar que vai reunir terça-feira representantes da prefeitura, do Batalhão de Trânsito e comandos especializados da corporação. O objetivo é pôr em prática medidas mais eficazes para acabar com as imprudências nas ruas depois do anoitecer. Uma das medidas é aumentar o número de operações, patrulhamento e blitzes nas madrugadas ainda no próximo fim de semana.



Hoje, segundo a PM, são 24 operações por dia, com 12 equipes, sendo que em cada uma há quatro policiais. A ideia é aumentar o efetivo para que haja mais punição e fiscalização aos que aprontam à noite. “Vamos nos reunir com todos os órgãos envolvidos na atuação da desordem mostrada na matéria e sábado começaremos a agir com mais força. Pedimos também que o cidadão denuncie o que souber de errado para nos ajudar”, pede a tenente Débora do Santos, do Comando de Policiamento da Capital.



Cartilha

A ação será reforçada pelo MPE, que já cobra medidas mais efetivas, tanto por parte da PM quanto da prefeitura. “Merecemos a paz. O cidadão paga impostos e têm o direito de sair à noite sem medo ou de dormir sossegado. Mais do que educação, é preciso punição extremamente severa”, cobra o promotor Joaquim Miranda.



Segundo Miranda, o MPE está preparando uma cartilha para orientar os policiais. “Essa história de que o motorista com sintomas de embriaguez não pode ser punido ao rejeitar o exame do bafômetro está equivocada. O militar que perceber que o condutor está sob efeito do álcool pode encaminhá-lo à delegacia e contar com testemunhas para incriminar o infrator”, explica o promotor, acrescentando que, como mostrou o EM, a Lei Seca não pode cair no vazio.



Joaquim Miranda acrescenta que, para cobrar mais ações de fiscalização, irá se reunir, na próxima semana, com outros promotores, como os do Meio Ambiente e de Urbanismo, para organizar uma força-tarefa. “Vamos nos unir para pedir à prefeitura e aos militares medidas mais severas. A cidade merece a paz.”

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